Economia

Emitidas mais de 1200 licenças de construção

Hélder Jeremias

Jornalista

Em 2020, foram emitidas 1 219 licenças para construção de edifícios em todo o país, com o Cuanza-Sul a obter 217 ou 17,80 por cento do total de emissões, o maior número por território administrativo do país, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) consultados, ontem, pelo Jornal de Angola.

18/09/2021  Última atualização 07H40
Luanda foi a segunda província em número de licenças passadas © Fotografia por: DR
O Inquérito às Licenças Aprovadas para a Construção de Edifícios (ILACE), um anuário produzido pelo INE e divulgado no início da semana, Luanda que registou a emissão de 187 licenças, ou 15,34 por cento do total, e o Namibe, 123 (10,9 por cento).

Os dados destacam, ainda, as províncias do Bié, com 122 licenças (10,01 por cento) e Huíla, com 105 (8,61 por cento), realçando que 91,96 por cento dos números avançados correspondente a  licenças novas,  4,59 por cento a renovações e  3,45 por cento a alterações.

As licenças foram emitidas em 16,82 por cento a favor de pessoas singulares, 14,72 para instituições sem fins lucrativos e 7,04  às empresas privadas, sendo, em termos gerais,  destinadas à construção de habitação familiar, o que representa 73,75 por cento, de instalações comerciais em 16,41 por cento, em 3,4 por cento para a construção de igrejas e 3,04 para escolas ou colégios privados.

A área bruta totaliza 1300 240,06 metros quadrados,  dos quais 561 064,24, ou 43,15 por cento correspondem a Luanda, 154 254,33 (11,86 por cento) ao Cuanza-Sul,  87 072,85 (6,70 por cento) ao Namibe e 85 502,46 ao Bié, com 6,58 por cento do território licenciado para a construção durante o ano passado.

As licenças emitidas para pessoas singulares ocupam uma área bruta correspondente a 18,75 por cento, as passadas para empresas privadas 17, 08 e as instituições sem fins lucrativos 16,97 por cento, enquanto a construção familiar beneficia de 47,16 por cento, o comércio absorve 33,46, as escolas ou colégios privados  5,47 e a indústria   4,18 por cento.


 Subida dos preços

O Índice de Preços de Materiais de Construção (IPMC) registou uma variação de 1,9 por cento em Agosto do presente ano, quando o aumento global acumulado desde Julho de 2020 ascendeu a 19,9 por cento, segundo dados divulgados pelo INE.

A variação acumulada no período entre Dezembro de 2020 e Agosto de 2021 foi de 12,5 por cento, num cenário em que o alumínio foi o produto com maior alta de preços, na ordem de 28, 6 por cento, seguido pelas vigas, vigotas e ripas, que sofreram um incremento de 27,1 por cento. Entre os principais produtos com maior alta de custo destacam-se, ainda, as madeiras e contraplacados, com 25,4 por cento, e o betão pronto, 23 por cento.

De acordo com o INE, o aço e a areia, com 0,9 pontos percentuais cada, bem como os cimentos e aglomerantes, com 0,5 pontos percentuais, foram os materiais que mais contribuíram para a variação do IPCM durante o mês de Agosto, ao passo que os demais grupos observaram variações inferiores a 0,5  pontos percentuais.

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