Economia

Emirates transportou 1,18 milhões de e para Luanda

Armindo Pereira

Jornalista

A Emirates transportou de e para Luanda 1,18 milhões de passageiros, desde que iniciou a operação angolana, em Outubro de 2009, até Setembro último, de acordo com dados avançados pelo director-geral da companhia em Angola.

23/11/2019  Última atualização 20H06
Dr © Fotografia por: Transportadora dos Emirados Árabes Unidos considera ser fundamental nas trocas bilaterais

Luís Berenguel afirmou, numa conferência de imprensa, realizada para assinalar os 10 anos de operações em Angola, com voos regulares e directos entre Luanda e Dubai, que, desde o início das operações, a Emirates Sky Cargo joga um papel fundamental na facilitação do comércio e das exportações, com o transporte de mais de 14.700 toneladas de carga de e para Luanda, com destaque para os últimos seis anos, quando a maioria dos fretes incidiu sobre produtos electrónicos e alimentos.
Entre os destinos preferenciais dos passageiros que partem de Luanda, apontou, conta-se o Dubai e Lisboa, assim como Pequim, Hong Kong e Guangzhou, Hanoi e Beirute. Sem avançar números, Luís Berenguel admitiu que as receitas e o número de passageiros reduziram significativamente desde a crise económica iniciada em 2014.
A companhia opera com aviões 777-300ER, dos quais oferece três classes, com capacidade para 360 passageiros que viajam de Luanda para mais de 150 destinos em 85 países.

Repatriamento de videndos

O director-geral da Emirates em Angola anunciou que a companhia viu resolvida, em grande medida, a questão do repatriamento dos dividendos, considerando que não deixa de ser um problema que afecta a empresa. “A companhia procurou sempre ultrapassar essa situação por via do diálogo com o empenho do Banco Nacional de Angola (BNA). Entendemos que o país tinha outras prioridades”, enfatizou.
A fonte referiu aspectos da estratégia da Emirates para Angola, afastando qualquer interesse da companhia vir a participar no concurso de privatização da congénere angolana TAAG, bem como uma redução das tarifas com a introdução de voos diários há dois anos, associada, contudo, a ajustes destinados a acompanhar a evolução do câmbio.
A Emirates, adiantou o responsável, quer aproveitar o potencial do Novo Aeroporto Internacional de Luanda, no quadro da expectativa de que trará maiores oportunidades de negócios para as companhias que operam em Angola, dando espaço ao surgimento de uma rede de aviação regional em África, bem como um maior fluxo de passageiros.

Resultados globais

No primeiro semestre, o grupo Emirates obteve receitas avaliadas em 14,5 mil milhões de dólares, uma queda de 2,00 por cento face ao mesmo período do ano passado, quando atingiu 14,8 mil milhões de dólares. O declínio deve-se ao facto de a pista do Aeroporto Internacional do Dubai ter estado temporariamente encerrada, entre outros factores.
Dados da companhia indicam que os lucros tiveram um aumento de 8,00 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, tendo o grupo registado um lucro líquido de 320 milhões de dólares, devido à baixa nos preços dos combustíveis, que teve uma queda de 9,00 por cento em comparação com o mesmo período.
Durante os primeiros seis meses, a Emirates recebeu três Airbus A380 e recebe, ainda, outros três aviões até o final de 2019, depois de retirar da frota seis aviões devido ao tempo limite de voo. Possui uma frota composta por 267 aviões, incluindo cargueiros, serve 51,9 milhões de refeições, possui uma taxa de ocupação de 81,1 por cento e transporta 29,6 milhões de passageiros por ano.

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