Economia

Emirados Árabes Unidos promete linha de crédito

A criação de um mecanismo para o estreitamento da cooperação entre o Ministério da Agricultura e Pescas (MINAGRIP) de Angola e o Ministério do Ambiente e Alterações Climáticas dos Emirados Árabes Unidos (MOCCAE) dos Emirados Árabes Unidos reflectirá também a possível abertura de uma linha de crédito.

27/09/2021  Última atualização 09H20
Delegação angolana da agricultura recebida pelas autoridades dos Emirados Árabes © Fotografia por: DR
Conforme consta de um relatório disponibilizado pela Embaixada de Angola nos Emirados Árabes Unidos, a abertura o financiamento permitirá materializar diversos projectos, mutuamente vantajosos, incluindo a troca de experiências, formação de quadros, transferência de know-how e tecnologia.

O Jornal de Angola soube também que o ministro emirati do MOCCAE, Abdullah Belhaif Al Nuaimi, informou que pretende fazer deslocar a Luanda, para breve, um grupo de trabalho integrado por técnicos do sector público e privado. O mesmo vai fazer um levantamento com o auxílio das autoridades competentes, sobre as prioridades de investimentos e melhor conhecimento e o regime de acesso aos incentivos e outras facilidades a conceder pelo Estado angolano ao investimento privado.

Na audiência que concedeu ao secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, João Manuel Bartolomeu da Cunha, a frente de missão do Estado angolano àquela país, Abdullah Belhaif Al Nuaimi enfatizou a necessidade da celebração de um Memorando de Entendimento entre os dois países nos domínios da agricultura, pecuária, florestas e pescas.

 
Indústria de tractores

No encontro com Sua Alteza Sheikh Ahmed Dalmook Al Maktoum, proprietário da unidade de montagem de tractores agrícolas e de telemóveis em Angola, as partes analisaram a evolução dos investimentos no país, bem como a apresentação de novos projectos, nos domínios da produção agrícola, fertilizantes, pesticidas, linha de montagem de máquinas e equipamentos para a agricultura familiar.

Na ocasião, o Sheikh informou que não obstante os atrasos verificados, por razões de ordem logística, prevê-se a conclusão dos novos projectos de investimento até o final do ano em curso.
Relativamente a Fazenda América, manifestou o interesse em abdicar do direito de concessão que lhe foi atribuído em virtude da ocupação de algumas áreas por parte das comunidades locais e por princípios morais não se sente confortável em vincular-se ao desalojamento das mesmas.

Deste modo, solicitou a possibilidade de uma nova concessão livre destes constrangimentos, bem como a anulação do direito de concessão que lhe foi atribuído para a exploração da referida fazenda.

Durante a visita de alguns dias, a delegação angolana foi recebida por outras entidades emiratis, com as quais foram abordadas questões de interesse comum, particularmente sobre a possibilidade de empresários do gigante asiático virem, num futuro breve, a implantar vários negócios estratégicos.

Neste momento, Angola é vista com bons olhos pelas autoridades emiratis, porquanto o programa de governação atrai e responde aos interesses dos investidores daquele país.
Nos últimos três anos, investimentos de referência fixaram-se na Zona Económica Especial como prova deste interesse, casos das fábricas de montagem de tractores e também a de telemóveis.

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