Política

Embaixador sublinha “bom exemplo da diplomacia naval”

O embaixador de Portugal em Angola considerou terça-feira (7) que a presença do navio hidro-oceanográfico da Marinha Portuguesa D. Carlos I constitui "um bom exemplo da diplomacia naval" e que ambos os países "continuam ligados e cooperantes pelo mar".

08/12/2021  Última atualização 09H24
© Fotografia por: DR
Pedro Pessoa e Costa, que visitou o NRP D. Carlos I, atracado desde segunda-feira no Porto de Luanda com uma força nacional destacada constituída por 52 militares, assinalou a componente especial do navio, sobretudo, no ramo da investigação científica.

Acompanhado pela sua delegação, o diplomata português visitou, em mais de meia hora, as várias dependências do navio, depois foi informado sobre a sua operacionalidade e no final assinou o livro de honra deste navio da República portuguesa.

"Todas as visitas que nós temos da Marinha Portuguesa a Angola são muito importantes e simbólicas, porque, na verdade, são um bom exemplo daquilo que é a diplomacia naval. Neste caso, trata-se de um navio muito especial que é um navio muito mais vocacionado para a área da investigação científica", afirmou Pedro Pessoa e Costa.

O NRP D. Carlos I largou da Base Naval de Lisboa a 18 de Outubro passado integrado na Força Nacional Destacada para a Missão Iniciativa Mar Aberto 2021/22, que decorre até Janeiro de 2022 com acções de cooperação de índole bilateral e multilateral.

Durante a sua permanência em Angola, está prevista a realização de acções de levantamentos hidrográficos, com sistema sondador multifeixe, no interior e exterior do Porto de Luanda entre 6 e 14 de Dezembro.

Para Pedro Pessoa e Costa, o levantamento hidrográfico no Porto de Luanda constitui também uma forma de cooperação entre as marinhas angolana e portuguesa e para ambos os institutos hidrográficos no sentido de cooperarem e trabalharem de forma conjunta.

"Com a partilha também de boas práticas e de conhecimento científico e tecnológico entre os dois países, o que revela que Portugal e Angola continuam também ligados e cooperantes numa área tão importante que é o mar", frisou.
A vertente formativa, com a presença do D. Carlos I em Angola, foi também sublinhada pelo diplomata português, referindo que o seu país "tem estado a fazer a formação no talento humano angolano".

"Para que cada vez mais Angola possa fazer o seu trabalho sem necessidade de recorrer sempre a outros, mas Portugal estará sempre disponível para dar o seu contributo", rematou.

Por seu lado, o comandante da Força Naval Portuguesa para a Missão Mar Aberto 2021/22, Ferreira Moreira, realçou que o levantamento hidrográfico do Porto de Luanda, na zona interior e exterior, visa a produção de uma carta de navegação da unidade portuária. Palestras com a equipa de mergulhadores da Marinha de Guerra de Angola, simulacro de incêndios, com capacidade de transmissão de conhecimentos e de boas práticas, constituem ainda algumas actividades a serem desenvolvidas em Luanda.

Equipado com um sistema de sondagem e por quatro geradores que produzem energia 24/24 horas, o NRP D. Carlos I tem capacidade para levantamentos hidrográficos, oceanográficos com multifeixe, para a recolha de amostras de água em grandes profundidades, recolha de amostra de microplásticos e outras.

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