Sociedade

Embaixador da China defende mais intercâmbio de notícias

Edivaldo Cristóvão

Jornalista

O embaixador da China em Angola, Zhang Bin, destacou, ontem, o desempenho dos profissionais do Jornal de Angola e defendeu o intercâmbio de notícias entre os órgãos de comunicação social dos dois países.

21/06/2024  Última atualização 14H20
Acompanhado pelo PCA, Drumond Jaime, o diplomata teve contacto com as áreas da empresa © Fotografia por: Paulo Mulaza | edições novembro

O diplomata teceu tais informações no final de uma visita às instalações da Edições Novembro, proprietária do Jornal de Angola e de outros dez títulos, entre os de especialidade e regionais.

Acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração, Drumond Jaime, e dos seus administradores, Zhang Bin disse que o objectivo principal da sua visita a Edições Novembro foi para reforçar a cooperação e colaboração com o diário generalista de maior influência em Angola.

Nos últimos anos, referiu, o Jornal de Angola tem tido boa parceria com a China, no capítulo da formação e troca de informações, mantendo uma boa cooperação, em termos de publicação de notícias e reportagens, para além do intercâmbio interpessoal.

"Queremos manter este ritmo de cooperação e, por esta razão, vim reunir com o Conselho de Administração para analisar os sectores que podem ser aprofundados na cooperação já existente” disse, reforçando que o incremento de troca de notícias entre os órgãos de comunicação social vai servir para dar a conhecer as realidades dos dois países e povos, que estão cada vez mais unidos.

O embaixador apontou que, nesta altura, tem um jornalista da Edições Novembro a fazer formação na China e acredita que o intercâmbio pode aumentar, porque gostaria que mais profissionais possam participar desta experiência.

Durante a visita, o embaixador constatou o funcionamento de quase todas as áreas da empresa, localizadas na sede da Edições Novembro, onde teve, também, a oportunidade de contemplar a área do Centro de Documentação e Informação o suplemento especial que retrata as relações entre os dois países.

  Cerca de mil empresas chinesas em Angola

Cerca de mil empresas chinesas operam em Angola, revelou, ontem, o embaixador da China acreditado no país.

Zhang Bin, que falava no final de uma visita à Edições Novembro, empresa proprietária dos títulos como o Jornal de Angola e Economia & Finanças, esclareceu que os registos oficiais da Embaixada totalizam cerca de 400 empresas públicas chinesas a operar em Angola, mas, além destas, sublinhou, estão incluídas as privadas e individuais, que podem atingir até mil empresas.

O diplomata afirmou que as relações entre Angola e a China estão no melhor momento da sua história, tendo referido que a cooperação foi reforçada com a visita do Presidente João Lourenço a Pequim, em Março deste ano.

Zhang Bin reconheceu que, nos últimos nove anos, houve uma redução dos financiamentos da China a Angola, a fim de aliviar a pressão resultante da dívida para com o gigante asiático. "Respeitamos a vontade e o desejo do Governo angolano (…), mas estamos dispostos a apoiar todos os sectores”, garantiu.

O embaixador lembrou que a China tem uma longa história de cooperação com Angola, razão pela qual está sempre disponível para outras oportunidades de cooperação. Apontou como tarefa prioritária, durante o seu mandato em Angola, a promoção da cooperação bilateral em todos os domínios e sectores.

As relações entre Angola e China, disse, já estão no patamar de uma "parceria de cooperação estratégica global”, o que significa que se materializa em todos os domínios. Sublinhou, entretanto, que pretende promover quatro tipos de cooperação: política, económica, interpessoal e intercultural, além da coordenação, com as autoridades angolanas, de questões regionais e internacionais.

Acreditado como embaixador da China em Angola  em Fevereiro deste ano, Zhang Bin nasceu em Abril de 1972 e tem o mestrado em Direito. Já trabalhou na missão diplomática chinesa em Angola entre 2011 e 2013.

Onze anos depois, regressa a Angola com o estatuto de chefe da missão e nota mudanças significativas na vida dos angolanos. "Sinto-me feliz por isso”, afirmou o diplomata, que considerou ter propriedade para falar sobre o desenvolvimento do país. "Acho que agora Angola tem uma base sólida para o futuro e está com uma maior potência”, avaliou.

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