Política

Embaixada teme fraca participação de angolanos nas eleições de 2022

O embaixador de Angola na Zâmbia, Azevedo Francisco, foi informado, recentemente, pelos cônsules gerais do Solwezi e Mongu sobre o risco de uma eventual fraca participação de cidadãos angolanos, residentes naquele país, nas eleições gerais marcadas para 2022.

01/12/2021  Última atualização 10H05
© Fotografia por: DR
Durante a reunião de trabalho, que decorreu em Mongu, província ocidental, a 600 quilómetros da capital Lusaka, os diplomatas concluíram que ao não conceder autorização para a extensão dos serviços consulares naquele país, junto das localidades de maior concentração de angolanos, representa um risco ao êxito do processo eleitoral, na Zâmbia.

Neste caso e de acordo com o documento aprovado no final do encontro, a condição economicamente precária de grande parte da comunidade angolana residente, associada às grandes distâncias que separam os seus locais de residência aos pontos de votação, pode vir a inibir a presença de eleitores nas assembleias de voto. No encontro, o embaixador angolano lembrou aos cônsules que a extensão consular é uma prerrogativa do Direito Internacional, que permite ao Estado acreditado, após observância das obrigações legais, proceder à extensão dos seus serviços consulares, para determinadas localidades, dentro do país acreditador.

"Daí que a solicitação para que se procedesse à extensão dos serviços consulares aos distritos mais próximos destas localidades facilitaria a presença de um número maior de eleitores”, destacou Azevedo Francisco.

Por sua vez, o cônsul-geral do Mungu, Gualdino Cangombe, referiu que a Zâmbia não possui uma rede de transportes públicos que garanta a deslocação destes cidadãos aos locais de votação, sem contar com as dificuldades de acesso a estas localidades dos mais de seis mil e 836 angolanos registados na região.

Na ocasião, concluiu-se que a realidade da Zâmbia é semelhante ao que se vive noutros países, embora a obrigação legal determine a votação na diáspora, apenas nas embaixadas e consulados, como um dos princípios a respeitar na realização do registo oficioso e do processo eleitoral propriamente dito.

Por outro lado, o cônsul interino do Solwezi, Jerónimo Fernando, esclareceu que o posto que controla regista a presença de angolanos em 10 dos 11 distritos daquela província do Noroeste da República da Zâmbia. 

O encontro do Mongu avaliou o andamento do processo de registo de cidadãos angolanos residentes na Zâmbia, numa acção coordenada pelos três serviços consulares, no-meadamente, Lusaka, Mongu e Solwezi.
A República da Zâmbia alberga a segunda maior co-munidade angolana na diáspora, depois da RDC, sendo o grande desafio da missão diplomática de Angola, neste país, apurar o número aproximado destes.

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