Mundo

Eleições no Mali podem ser adiadas

As eleições presidenciais e legislativas previstas para o início do próximo ano, no Mali, podem ser adiadas por algumas semanas ou meses, adiantou, ontem, o Primeiro-Ministro, Choguel Maïga.

28/09/2021  Última atualização 05H05
© Fotografia por: DR
"Será no dia 27 de Fevereiro,conforme inicialmente planeado, ou poderá ser adiado por duas semanas, dois meses, alguns meses, diremos no final dos encontros nacionais que serão realizados até o final de Outubro, disse Choguel  Maiga à  France Press.

"O principal para nós é realizar eleições que não sejam  contestadas”,frisou o Primeiro-Ministro. O calendário eleitoral do Mali prevê eleições presidenciais e legislativas no país até final de Fevereiro ou início de Março.

Retirada de tropas francesas
 O Primeiro-Ministro do Mali, Choguel Maiga,  disse que a França  retirou parte das suas tropas do  território maliano,  "dilacerado por conflitos de grupos terroristas”,  e como alternativa, o  Governo maliano está à  "procura de outros sócios”.

 Segundo a France Press , Choguel  Maiga disse, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas,  que o "anúncio unilateral” da França  retirar as suas tropas do Mali justifica que o seu Governo "procure outros sócios”, numa manifesta referência ao pedido do Mali para que empresas russas reforcem a segurança no país africano.

O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, confirmou, ontem, que o Governo maliano "contactou empresas privadas russas para reforçar a segurança”

.
Os países europeus alertaram o Governo do Mali, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU,  para o perigo da contratação de paramilitares do controverso grupo privado Wagner.

Mas com Paris preparado para reduzir a sua presença militar no país, Serguei Lavrov confirmou que o Mali está a contactar empresas privadas russas. "Esta é uma actividade que tem sido realizada de forma legítima”, disse numa conferência, na sede das Nações Uunidas, em Nova Iorque”.


"Não temos nada a ver com isso”, acrescentou Serguei  Lavrov, dizendo que o Governo do Mali calculou que "as suas próprias capacidades seriam insuficientes na ausência de apoio externo” e começou as discussões.

Segundo as notícias, o Governo de Bamako está prestes a contratar mil paramilitares do grupo Wagner. França alertou para o risco de isso isolar o país internacionalmente, mas o Primeiro-Ministro do Mali acusou Paris de abandonar o seu país com uma decisão "unilateral” de retirada das suas tropas.

O grupo Wagner é considerado próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, sendo acusado pelos países ocidentais de agir em nome de Moscovo.

Moscovo admite ter en-viado "instrutores” para a República Centro Africana mas alega que eles não estão a participar activamente nos combates.


As Nações Unidas, que tem cerca de 15 mil capacetes-azuis no Mali, também expressaram preocupação de um possível envolvimento do grupo Wagner.
A União Europeia alertou para o envolvimento do grupo Wagner, alegando que iria afectar seriamente" as suas relações com Bamako.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Mundo