Opinião

Eleições gerais sem sobressaltos

Editorial

Faltam a partir de hoje 55 dias para os angolanos exercerem o seu direito de voto. No dia 24 de Agosto, todos os caminhos dos cidadãos maiores de 18 anos vão parar à mesa de escrutínio. As listas iniciais dos candidatos, segundo uma fonte ligada ao processo, estão colocadas “ab aeterno” e, em princípio, até dia 5 de Julho, os partidos concorrentes devem suprir as insuficiências, caso haja.

30/06/2022  Última atualização 06H40

Um aspecto técnico importante e cabe ao exórdio da nossa abordagem, mais a julgar pelos apelos dos líderes partidários, religiosos e da própria sociedade civil. Estes vão se mostrando consciencializados da realização deste desafio da festa da democracia. Neste período de pré-campanha, marcado por actos de massas em todos os cantos e recantos do país, pois, cada formação tenta, como se diz na gíria, "puxar a brasa para a sua sardinha”.

Nisto tudo e até ao dia D e subsequente, quer-se um processo memorável e que deixe lembrança. Os sinais mostram que sim, pois, de forma incansável, fala-se de tolerância, acto de civismo e ordeiro durante o período que antecede e posterior ao pleito. Aliás, este tem sido o apanágio da população votante, melhor, dos angolanos que, nesta altura, têm a oportunidade de consultarem as listas iniciais dos candidatos afixadas nas vitrinas e no portal do Tribunal Constitucional. Há dias, a Zap testemunhou um destes momentos e entrevistou uma cidadã que, curiosa, foi lá verificar a lista do seu partido, o MPLA, como assumiu.

É este o ambiente político que se forma ultimamente, ao bem da democracia e do exercício deste dever cívico, porque somos todos iguais perante a lei. Por exemplo, e noticiou ontem o Jornal de Angola, o presidente da Igreja Evangélica Pentecostal em Angola (IEPA), na Região Sul, reverendo Hilário Maurício Cachindele, defendeu, no Lubango, a importância de os actores políticos primarem por uma linguagem equilibrada, que promova a união, a harmonia e a irmandade, para que as eleições decorram sem sobressaltos. No seu entender, "o país vive um momento crucial e de grande importância, onde cada angolano deve se sentir partícipe do pleito eleitoral que se avizinha”.

O mesmo veio de Menongue, onde o presidente regional da União das Igrejas Evangélicas de Angola (UIEA), no Cuando Cubango, pastor Augusto Job, apelou para que o pleito eleitoral decorra num clima de paz e harmonia. Quanto aos partidos políticos, o vice-presidente da UNITA pediu aos militantes, em Caxito, "a afluírem às urnas de forma ordeira, rejeitando, assim, a prática de violência”. O PRS quer que os seus se desloquem às assembleias de voto com civismo e urbanidade, abstendo-se de qualquer acto de intolerância e arruaça.

O MPLA, no Namíbe, está a realizar uma campanha porta-a-porta no  Tômbwa, na "caça ao voto” e a sensibilizar os militantes da necessidade de continuarem na aposta por comportamentos de natureza cívica e ordeira. A FNLA juntou os seus três principais líderes para promoverem um ambiente de harmonia. Com estes caminhos e entendimentos, está lançado o desafio para umas eleições gerais sem sobressaltos.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Opinião