Política

Eleições Gerais: Observadores “impressionados” com a lisura do processo

Edna Dala

Jornalista

Os observadores de missões de organizações internacionais, da União Europeia (UE), da SADC, CPLA e União Africana mostraram-se satisfeitos, esta segunda-feira, com as condições legais e preparatórias, a todos os níveis, para a realização do pleito, que tem lugar amanhã, no país e na diáspora.

23/08/2022  Última atualização 08H34
Presidente do MPLA, João Lourenço, apresentou o quadro das eleições aos observadores © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro

O secretário-geral da Internacional Socialista, Luís Ayala, disse estar "impressionado pela forma como Angola assumiu o desafio da Democracia, num processo que envolve a participação de todas as forças políticas, incluindo homens e mulheres".

Luís Ayala referiu que o processo apresenta sentido de confiança, o que, no seu entender, é muito importante nas eleições porque  indicam para um caminho justo. "Estamos impressionados com a forma como todo processo foi conduzido, desde a atitude, a maturidade e a responsabilidade,  bem como o entusiasmo das mulheres e homens que participam da vida política de Angola", frisou o político.

O secretário-geral da Internacional Solista manifestou o posicionamento no final de um encontro com o líder do MPLA e candidato a Presidente da República, João Lourenço, na sede do partido. Por seu turno, o antigo Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, apelou ao povo a votar em massa e a exercerem o seu direito para que a "festa" seja real e abrangente  a toda Nação angolana.

"Que todos participem das eleições para o fortalecimento da democracia,  construída com custa de muito sacrifício, desde o tempo do fascismo", fez questão de tomar como recursos tempos de grande aflição para os povos do mundo. "Lutamos contra o fascismo e a ditadura e colonialismo para construirmos a democracia, e não foi um único partido a conquistar a  esse importante bem", sublinhou o político.

"Começamos a lutar contra o fascismo e a ditadura para a democracia e participação de todo povo. Os angolanos devem participar das eleições, para demonstrar que querem, de facto, uma democracia participativa, não somente a representativa", frisou.

O voto, reforçou, é muito importante para a construção deste país.  Para o pleito que acontece amanhã, o antigo  Presidente de Moçambique disse que, do pouco que viu, dá-lhe esperança de que será uma grande eleição, decorrendo em ambiente pacífico e ordeiro.

Tomás Salomão, observador individual, proveniente de Moçambique, referiu que todo o processo preparatório que teve a oportunidade de verificar, é adequado e corresponde às leis e às linhas de observação emitidas pela União Africana e  organizações regionais como a SADC.

Acrescentou que já observou outros pleitos no país, mas, o mais importante, é que amanhã os angolanos vão às urnas fazer as suas opções de forma consciente e amadurecida, para que continuem o processo de construção "deste grande edifício democrático, que se chama Angola".

O observador individual disse que este desafio, por sinal o maior, está nas mãos dos angolanos. "Depois disso, segue-se o processo de contagem e divulgação dos resultados pela Comissão Nacional Eleitoral", enfatizou, acrescentando que "nesta altura não há vencedores nem perdedores, pois quem ganha é a democracia angolana".

O importante, prosseguiu, é que o processo democrático e o de construção e reconstrução de Angola, não seja interrompido. Tomás Salomão, que já ocupou a função de secretário executivo da SADC, destacou a forma pacífica como os cidadãos, incluindo os próprios partidos, expressam a vontade e pontos de vista, mesmo nos momentos em que discordam de alguns aspectos. "Isto significa que a democracia angolana está a crescer, porque existe liberdade de o fazer", concluiu.

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