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Eleições gerais na África do Sul marcadas por fraca participação

Os primeiros dados das eleições gerais na África do Sul realizadas ontem dão conta de uma fraca participação no escrutínio num momento em que a economia do país está fragilizada, muito devido à corrupção, escândalos que fazem com que a população se sinta frustrada.

09/05/2019  Última atualização 10H38
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Cerca de 26 milhões de eleitores sul-africanos foram chamados às urnas esta quarta-feira, nas Legislativas. O presidente Cyril Ramaphosa, que substituiu Jacob Zuma, envolvido em vários escândalos, e o Congresso Nacional Africano procuram permanecer no poder mas a agitação crescente, 25 anos após o fim do apartheid, que acontece no momento em que a taxa de desemprego está num nível muito elevado, poderá levar a que a maioria dos votos seja canalizada para os principais partidos da oposição, ou seja, a Aliança Democrática e os Combatentes da Liberdade Económica. Este é, de facto, o teste eleitoral mais difícil para o Congresso Nacional Africano, partido de Nelson Mandela, que governa a África do Sul desde 1994. A situação é particularmente crítica entre os jovens, que compõem a maioria da população sul-africana. De acordo com o último censo (de 2011), 59 por cento dos sul-africanos têm menos de 30 anos e 36 por cento da população têm entre 15 e 34 anos. Muitos jovens não estudam, nem trabalham e nem procuram emprego.

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