Política

Eleições Gerais 2022: Tempo de Antena das forças políticas

Xavier António

Jornalista

As forças políticas concorrentes observaram, esta terça-feira, o nono dia da exploração do Tempo de Antena, no seguimento da campanha às Eleições Gerais de 24 de Agosto, no qual procuram reforçar as acções políticas implementadas para conquistar o voto do eleitorado. Mostramos, com base na apreciação jornalística, o que “eles disseram nos tempos na Rádio”.

03/08/2022  Última atualização 08H38
© Fotografia por: DR

MPLA

O presidente do MPLA, João Lourenço, considerou que o facto de o partido ter uma mulher como candidata a Vice-Presidente da República transmite uma mensagem clara para todos os angolanos de que "estamos a evoluir como sociedade e nação”.

No Tempo de Antena na Rádio Nacional de Angola, João Lourenço disse que o MPLA apoia e adopta a igualdade do género. "Além da nossa candidata a Vice-Presidente, parte da nossa lista de candidatos são mulheres”, acrescentou. "Vejo isso como uma evolução não apenas no partido mas na sociedade”

As mulheres, ressaltou, provaram capacidade e eficiência tanto quanto os homens. "Os homens estão prontos para o convívio em igualdade que é uma conquista das suas irmãs, esposas e filhas”, vincou João Lourenço.

Segundo o candidato do MPLA, com as mulheres e homens angolanos "estamos a construir um país mais igual e justo”. O partido dos "camaradas” indica que em todos os países as ciências, tecnologias, Matemática e inovação são ramos do saber maioritariamente masculinos. Em Angola, disse, o Executivo está a promover uma mudança para alterar este quadro.

Com bolsas de estudos, o Governo está a apoiar e a incentivar mais de 600 meninas do ensino secundário a ingressarem nas faculdades nestes ramos de grande importância para o futuro deste país.

Sobre o papel da família, o líder do MPLA referiu: em nossas sociedades africanas a família desempenha um papel primordial na formação da personalidade das crianças e dos jovens.

Por isso, apelou a necessidade de as famílias angolanas fazerem um esforço e retomar o papel que elas sempre tive ram na transmissão dos principais valores que forjam a personalidade do cidadão angolano.

 

UNITA

Para esta força política, a mulher é o factor determinante da mudança e sem a sua emancipação e participação decisiva no sector produtivo, não há desenvolvimento.

A UNITA adianta que no seu Programa de Inclusão Participativa (GIP), caso vença as eleições de 24 de Agosto, prevê dar a mulher o carinho e a atenção que merece e todo cuidado especial para que possa exercer o direito e o papel como pilar da sociedade na qualidade de mãe, trabalhadora, educadora e dona de casa.

No GIP, o partido propõe um incentivo para a formação académica e técnico-profissional das mulheres, redução gradual dos níveis de analfabetismo, capacitação para o empreendedorismo, auto-emprego e atribuição de um subsídio de maternidade.

Ao intervir no Tempo de Antena, o líder da UNITA disse que, em caso de vitória nas Eleições Gerais, "está determinado em construir um país diferente através de uma liderança com a missão de servir Angola e os angolanos”.

 

CASA-CE

No seu espaço de antena, a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral emitiu um discurso do líder Manuel Fernandes, na província Zaire. Na sua intervenção, o político diz que o motivo pelo qual se candidata a Presidente da República é para "garantir a casa própria, emprego e salários condignos aos trabalhadores angolanos”.

Por essa razão, Manuel Fernandes apelou ao voto correcto no dia 24 de Agosto. Apresentou que o seu programa de governo denominado "Plano Nacional de Salvação da Pátria” tem como lema ``Casa, trabalho e salário justo”.

 

PRS

O presidente do PRS, Benedito Daniel, diz que se ganhar as eleições vai criar um governo central e outros federados para melhor controlar e fiscalizar as dívidas públicas. Na sua visão, este modelo vai permitir que o governo central possa acompanhar de perto os gastos dos governos federados. "A ideia é que o governo central partilhe o poder e a economia, mas no quadro de um controlo rigoroso”.

O PRS prevê, igualmente, um sistema remuneratório igual para todos os trabalhadores expatriados e nacionais. Para Benedito Daniel, quando se trata de remuneração é a missão do governo regular e estabelecer o salário mínimo e máximo no país.

 

FNLA

Caso seja eleito governo, a FNLA promete evitar contrair dívidas "desnecessárias” , salvo de natureza primordial, para servir a sociedade dando preferência aos créditos multilaterais de longo prazo, ao invés de créditos bilaterais comerciais.

Vai trabalhar com transparência na aplicação de princípios com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), a favor da economia angolana e de toda população. Cooperação técnica, científica e cultural constam, também, das políticas de governação da Frente Nacional de Libertação de Angola.

PHA

O Partido Humanista de Angola, de Bela Malaquias (única mulher a concorrer às Eleições Gerais de 2022) defendeu que os angolanos precisam beneficiar mais dos recursos naturais do país.

O PHA entende que a mudança deste quadro pode ser definida nas urnas no dia 24 de Agosto, cuja proposta de governo contém ideias que visam alavancar o sector da Economia. O partido diz que vai trabalhar para que surja em Angola um partido mais humanista, que vele pelos cidadãos, sem distinções e "que tem amor ao próximo e soluções”.

Por outro lado, defendeu uma maior atenção às mulheres vendedoras (zungueiras) do sector informal, por serem as que mais sofrem com a pobreza e as desigualdades sociais.

 

P-NJANGO

O Partido Nacionalista para a Justiça de Angola promete, caso venha a constituir go-verno, criar medidas para incentivar o retorno da cidade para o campo, a fim de garantir mais emprego.

Para esta força política, a diversificação da economia nacional está centrada no empreendedor local para que este possa desenvolver as suas artes. Propõe facilitar as actividades da mu-lher por entender que "elas têm as mesmas capacidades para desenvolver trabalhos que o homem faz”. Defende a criação de mais escolas de artes e ofícios em todo país, para que a juventude tenha formação técnico-profissional, e apostar na privatização e prestação de serviços públicos.

O P-NJANGO promete reformar a economia, assegurar o bem-estar, saúde, com mais habitação, desenvolvimento regional e comunidades sustentáveis.

 

APN

A Aliança Patriótica Nacional promete estimular os laços das famílias com base nos valores e princípios enraizados nas suas origens, antes de acrescentar que a juventude é a força de qualquer nação.

Segundo a APN, a juventude move os sectores da Educação, Saúde, Agricultura, Defesa e Segurança, entre outros ramos da economia nacional. "Uma nação sem jovens é frágil e vulnerável”.

Para esta força política, os jovens angolanos são patriotas, amam e acreditam na nação angolana, mas defende ser preciso que os seus sonhos sejam realizados. Em caso de vitória nas Eleições Gerais, esta franja da sociedade "será prioridade no governo da APN”.

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