Política

Eleição do líder da FNLA adiada para hoje

A eleição do novo presidente da FNLA, prevista para ontem, foi adiada para hoje. Inicialmente, o acto eleitoral estava previsto para sexta-feira, mas foi protelado para ontem, por falta de credenciamento de 2 por cento dos delegados de Luanda.

19/09/2021  Última atualização 05H20
© Fotografia por: DR
Ontem, a votação foi novamente adiada, desta vez por reclamações de alguns delegados de que estaria a ser montada uma fraude.


O Jornal de Angola apurou de fontes no local, onde decorre o congresso, iniciado na quinta-feira, que pesam sobre alguns membros da comissão organizadora do conclave suspeitas de fraude eleitoral.

 Entre as várias reclamações constam uma suposta tentativa de inclusão de militantes na condição de delegados eleitos ao congresso para beneficiar determinado candidato, facto que provocou tumulto entre os militantes e delegados.

 Um outro assunto que forçou o adiamento do pleito tem a ver com o facto de um determinado candidato usar, na sua campanha publicitária, fotografias onde estão o porta-voz e o coordenador da comissão organizadora.

"Somos todos fiscais uns dos outros e verificou-se, claramente, que houve indício de fraude”, denunciou um delegado que pediu para não ser identificado.

 Concorrem à liderança da FNLA cinco candidatos: Nimi-a-Simbi, antigo deputado e vice-presidente na liderança de Ngola Kabangu, Carlito Roberto, antigo deputado e filho do fundador do partido, Tristão Ernesto, Fernando Pedro Gomes e  Lucas Ngonda, que busca a reeleição.

Desconfianças de um candidato
Um candidato ouvido, ontem, pelo Jornal de Angola, desconfia que haja pessoas, no seio do partido, interessadas em que o congresso seja inviabilizado, para que a actual direcção, com o mandato expirado há dois anos, se perpetue no poder.
 
"Estamos a interpretar isso como uma sabotagem para que tudo continue como está”, afirmou o candidato, que acredita na sua eleição, porque a maioria dos militantes está insatisfeita com a gestão do partido.

Para dar um exemplo que indicia que o congresso estará a ser sabotado, apontou o facto de aos delegados não terem sido servidas refeições e água. "Alguns delegados (de outras províncias) só começaram a ser alojados hoje (ontem)”, revelou.


Por isso, acredita que hoje deverá ser o último dia do congresso, mesmo que termine até altas horas da noite. "Não há condições para continuarmos por mais tempo”, disse.

Roque Silva  e Bernardino Manje

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