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Egipto acusado de deportar eritreus

A organização Human Rights Watch (HRW) denunciou, quarta-feira, que as autoridades egípcias deportaram dezenas de requerentes de asilo eritreus, incluindo crianças, sem avaliar os pedidos de protecção. Entre Outubro e Dezembro de 2021, pelo menos, 39

28/01/2022  Última atualização 07H10
Autoridades egípcias ignoram pedidos de asilo aos eritreus © Fotografia por: DR
eritreus foram deportados, a grande maioria procurava asilo no Egipto, informou a Organização Não-Governamental (ONG).Segundo a Reuters, a HRW acrescentou que 24 eritreus "devolvidos à força” ao país de origem, em 24 de Dezembro, não foram registados no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

"O Egipto deve parar de forçar os eritreus a regressarem a um país onde correm o risco de detenção arbitrária e tortura, e permitir-lhes acesso total aos procedimentos de asilo”, disse Joe Stork, sub-director da HRW para o Médio Oriente e Norte da África.

Em Novembro de 2021, de acordo com o ACNUR, o Egipto acolhia 20.778 requerentes de asilo e refugiados eritreus, segundo registos das Nações Unidas, mas não há dados sobre o número de requerentes de asilo e migrantes eritreus indocumentados no país.

"As barreiras persistentes ao asilo no Egipto, como prisões e detenções arbitrárias de requerentes de asilo, refugiados e outros migrantes, e a falta de acesso do ACNUR a alguns detidos, sugerem que muitos outros eritreus no Egipto que precisam de protecção enfrentam um alto risco de deportação”, afirmou o HRW.
 

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