Sociedade

Educação ambiental na CPLP reúne especialistas em Maputo

Manuela Gomes

Jornalista

Maputo, a capital de Moçambique, vai acolher, entre os dias 4 e 7 de Julho do próximo ano, o VII Congresso Internacional de Educação Ambiental da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Galiza (que é uma comunidade autónoma de Espanha).

20/09/2022  Última atualização 06H55
Preservação da fauna é uma das principais apostas dos Estados da Comunidade Lusófona © Fotografia por: | Edições Novembro

Sob o lema "Educação ambiental: a chave para a sustentabilidade”, o VII Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP e Galiza vai agregar as diferentes preocupações e soluções de futuro, dentro da lusofonia em vários eixos temáticos, seguido de trabalho desenvolvido nas conferências anteriores.

A comissão organizadora do evento, em nota de imprensa, esclarece que instituições ambientais e participantes de todos os grupos de trabalho estão a coordenar este espaço para proporcionar um cruzamento de ideias e actividades do campo da educação ambiental dos países, regiões e comunidades falantes da Língua Portuguesa.

Durante o evento, os participantes vão abordar temas relacionadas com a "Educação ambiental nas políticas de desenvolvimento humano”, com advento da proposição da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os objectivos do desenvolvimento sustentável.

"Cresce, cada vez mais, a necessidade de se pautar a educação ambiental nas proposições de desenvolvimento, concordando ou não com as proposições do milénio. É emergente pautar uma educação ambiental com cuidado ético, justiça e equidade que consigam diminuir o abismo social para aumentar a protecção ecológica”, lê-se na nota.

A "Educação ambiental e cidadania: na escola e na sociedade” será, também, discutido entre os ambientalistas, que defendem, em estudos de formação e do quotidiano de aprendizagem, que a escola é, igualmente, local de construção da cidadania, tanto em seu âmbito interno como na sociedade global.

Neste contexto, realça que a educação ambiental escolarizada, comunitária, empresarial, difusa ou popular tem a responsabilidade de contribuir com a formação da cidadania.

Os participantes vão, também, discutir sobre a educação ambiental, no contexto antropoceno (termo usado para descrever o período mais recente na história do Planeta) e o enfrentamento à crise climática.

"Das predições alarmantes dos cientistas ao negacionismo que cresce a cada dia será necessário um apelo emergente e eloquente para mudar o sistema e não o clima, por meio de intensos processos de formação, divulgação, pesquisas, estudos e meios de prevenção e enfrentamento contra as consequências dramáticas da queima global”, realça o documento.

Os organizadores realçam que é igual responsabilidade considerar que, mesmo frente ao caos, a educação ambiental possa permitir que haja uma esperança por uma vida digna.

Além disso, está agendada uma discussão sobre a "Educação ambiental e diversidades: Natureza e Cultura”, numa em que se considera que "a educação ambiental é política e requer os princípios de justiça, ética, colectivo e inclusão das diversidades e das diferentes identidades de grupos sociais diversos, em especial aqueles grupos em situação de vulnerabilidade”.

A organização acredita que essa situação ultrapassa um contexto antropocêntrico,  eixo que implica a biodiversidade e os ambientes naturais.

"Queremos debater uma educação ambiental que expresse a importância de vidas e não vidas, humanos e não humanos e da possibilidade da coexistência frente aos desafios das violações de direitos humanos e da terra”.

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