Sociedade

Edificações junto dos jardins estão previstas no Kilamba

A polémica que se levantou em torno das edificações de templos religiosos nos espaços adjacentes aos jardins do Kilamba foi desdramatizada pelas autoridades locais, com a revelação da administração do Distrito Urbano de que as empreitadas estavam previstas no Plano Director da cidade.

19/07/2020  Última atualização 09H00
DR © Fotografia por: Templos religiosos estão a ser construídos nos espaços adjacentes aos jardins do Kilamba

O administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Murtala Marta, explicou que as obras que se assistem a nascer estão em espaços reservados para equipamentos sociais, dentro do programa definido para o uso dos solos, em obediência ao Plano Director aprovado na altura da concepção da cidade. É neste sentido, acrescentou Murtala Marta, que surgem os templos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, nas proximidades do jardim entre os blocos C e L, e das Testemunhas de Jeová, no quarteirão U, onde, também, está a ser erguida uma loja para a comercialização de produtos agrícolas.

O administrador esclareceu que há uma composição entre os jardins e zonas reservadas para equipamentos sociais. “Estamos a ver igrejas, mas podiam ser outros estabelecimentos, tal como o é já o serviço de proximidade da casa de venda de bens agrícolas”, salientou. Em função disso, Murtala Marta chamou a atenção para se acabar com os alaridos por causa da venda dos mencionados espaços às três entidades, uma vez que a empresa gestora dos terrenos infra-estruturados decidiu colocar neles os serviços sociais que estão a nascer.

Neste momento, enquanto decorrem as obras das duas agremiações religiosas, no meio da cidade, Kilamba conta com outros dois templos cristãos, afastados dos edifícios, sendo um da Igreja Católica, erguido, provisoriamente, junto ao Instituto Geológico de Angola, e outro da Igreja Metodista Unida, próximo às bombas de combustível da Sonangol.

Invasão de terrenos

Nos bairros periurbanos, principalmente nos dois Bitas, continua a ocupação e venda ilegal de terrenos, o que preocupa a administração. “Temos de resolver este problema, por se tratarem de invasões em reservas fundiárias do Estado, com projectos estruturais que vão beneficiar mais pessoas do que conforme está”, disse.

Para essas localidades, no quadro do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), um programa inexistente a nível da Cidade do Kilamba, mas a partir do município de Belas, Murtala Marta referiu que, no próximo ano, vai ser inscrito um projecto de construção de uma escola de 12 salas, no Bita Progresso. Fora da Cidade do Kilamba e do KK-5000, o Distrito controla três escolas públicas, o que, para o administrador, dá certo alívio quanto à problemática de falta de salas de aula. “Não estamos mal”, gabou-se.

Em relação à delinquência, o administrador considerou que os casos diminuíram em grande escala, tendo em conta o reforço do patrulhamento policial, a reposição da iluminação pública nos pontos antes críticos e a consciencialização dos jovens sobre a necessidade de ajudarem a combater esse mal social.

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