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Economia sul-africana dá sinais de recuperação

A economia sul-africana continua a recuperar da recessão de 2020, embora com diferentes taxas de crescimento entre sectores, deu a conhecer a Revisão da Estabilidade Financeira (FSR) do Banco de Reserva da África do Sul (SARB)

31/05/2021  Última atualização 10H10
© Fotografia por: DR
O SARB lançou esta semana a primeira edição da FSR referente ao ano de 2021. A Revisão da Estabilidade Financeira é o principal meio através do qual o SARB comunica ao público a sua avaliação dos riscos para a estabilidade financeira e as acções políticas de mitigação.
O documento observa que as perspectivas económicas permanecem "altamente incertas" e dependentes do ritmo da implantação da vacina da Covid-19.


De acordo com uma  nota do SARB, com a melhoria da actividade económica, os preços dos activos estão a recuperar e as taxas de incumprimento dos empréstimos dos bancos parecem estar a estabilizar.
O relatório da FSR observa que as instituições financeiras do país continuam a ser "bem capitalizadas". A rentabilidade nos sectores bancário e segurador tem sido materialmente inferior,mas manteve-se positiva em 2020, desempenhando um papel importante no reforço dos níveis de capital, adianta a fonte.


Tendo em conta que o sector bancário parece estar bem posicionado para resistir à desafios a curto prazo, o SARB afirmou que a Autoridade Prudencial (AP) realçou as suas orientações sobre o pagamento de dividendos pelos bancos e propôs o retorno dos requisitos de capital dos bancos ao  nível pré-Covid-19.


A AP tinha anunciado uma redução dos requisitos de capital dos bancos e tinha aconselhado que os mesmos se abstivessem de pagar dividendos durante as fases iniciais do choque económico da Covid-19, para garantir que as instituições bancárias conservassem reservas de capital suficientes para continuar a conceder empréstimos. "O Sistema de Garantias e Empréstimos  implementado em resposta à Covid-19, foi prorrogado até Julho de 2021 e várias outras me-didas políticas extraordinárias continuam em vigor. Entre  estas, a mais utilizável foi a provisão para os bancos reestruturarem os acordos de crédito.

 para as permutas que foram afectadas pela pandemia, sem a necessidade de deter capital adicional contra empréstimos", destaca o SARB.  
Apesar da melhoria das perspectivas, o Banco afirma que ainda existem "riscos materiais para a estabilidade financeira e que estes estão relacionados com a durabilidade da recuperação económica, o potencial para que as condições financeiras globais mudem abruptamente, bem como o elevado e crescente nível da dívida pública na África do Sul.

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