Cultura

Duetos N’Avenida aposta no teatro

Analtino Santos

Jornalista

A peça de teatro “A Escrava da Cama” foi exibido na noite de domingo, na Casa das Artes, em Talatona, em mais uma edição Duetos N’Avenida, tendo a Zona Jovem mostrado a sua versatilidade na produção artística, apostando nas artes cénicas.

12/10/2021  Última atualização 08H45
Peça de teatro © Fotografia por: Agostinho Narciso |Edições Novembro
A obra, representada por Celma Pontes e Jaime Joaquim, é baseada num texto de Marisa Júlio, com direcção e encenação de Tony Frampênio. O homenageado da noite foi Adelino Caracol, um dos mais notáveis homens do teatro nacional e director-geral da Companhia de Artes Horizonte Njinga Mbande.


Exibida curiosamente no Dia Mundial do Doente Mental, a peça com a duração de hora e meia, narra o drama de um casal, no qual o homem, um toxicodependente, usa e abusa sexualmente da companheira que na fase inicial desconhecia. Surge a luta para manterem o relacionamento que tem um final feliz. A peça tem uma trilha sonora com sucessos de cantores nacionais como: Matias Damásio, Dog Murras, Pérola, Edmázia Mayembe, Puto Português dentre outros, passando por "Is This Love” de Bob Marley.


Celma Pontes e Jaime Joaquim são duas referências na representação em Angola com trajectórias em obras no teatro, televisão e cinema nacional. Marisa Júlio é a directora e encenadora  do grupo "Amor à Arte”, com o qual conquistou o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Teatro, em 2016.


Tony Frampênio também já foi distinguido com o mais importante prémio artístico nacional em 2020, como director, encenador do grupo Enigma Teatro, pesquisador e professor universitário.


Na habitual homenagem foi destacado os efeitos de Adelino Caracol, fundador da Companhia de Artes Horizonte Njinga Mbande e presidente da Associação Angolana de Teatro. Tem no seu currículo as participações em mais de 100 peças de teatro como actor, director e encenador,  e em telenovelas e filmes como actor. Exibiu-se em palcos nacionais e estrangeiros e também foi coroado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, em 2006.
A peça "A Escrava da Cama” marcou a estreia do teatro nos Duetos N’Avenida.

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