Cultura

Dramaturgo Tony Frampênio apresenta títulos em Maputo

Os livros “A Raiva”, “A Grande Questão” e “Teatro da Tarimba”, do dramaturgo angolano Tony Frampênio, vão ser vendidos em Moçambique, durante o Festival Internacional Teatro de Inverno (FITI), que decorre de Maio a Junho deste ano, nas cidades de Maputo e Beira.

06/05/2022  Última atualização 10H45
Encenador participa na “festa” das artes em Moçambique, onde apresenta “A Raiva”, “A Grande Questão” e “Teatro da Tarimba” © Fotografia por: M. Machangongo | Edições Novembro

Os livros trazem análises, já apresentadas no teatro, sobre a problemática sociocultural, política e económica do país, com maior enfoque para Luanda. O autor disse, ontem, ao Jornal de Angola, que vai aproveitar a estadia em Maputo para trocar experiências no domínio das artes cénicas, em particular o teatro. Por solicitação da organização, explicou, vão ser agendados debates sobre as dinâmicas do teatro e alguns estudos de caso das suas obras.

Para o dramaturgo, o teatro angolano, ganha visibilidade com a participação em festivais internacionais. "Precisamos ter experiências em palcos estrangeiros. Além disso precisamos também escrever mais análises sobre esta arte no país, de forma a terem estudos futuros em torno da sua evolução”, explicou.

"A raiva” e "A grande questão”, adiantou, falam sobre a problemática social do país, enquanto "Teatro da Tarimba” é um estudo científico resultante do seu trabalho de defesa, na licenciatura em Teatro, que analisa a situação desta arte no país, tendo como "caso de estudo” a Companhia Horizonte Njinga Mbande.

Os livros "A raiva” e "A grande Questão”, esclareceu, já existiam como peças de teatro. "É um projecto literário que identifica a cultura angolana, ao interpretar alguns fenómenos sociais”, disse.

Natural do Cuanza-Sul, Tony Frampênio é encenador e investigador, licenciado em Teatro, pelo Instituto Superior de Artes (ISART), e mestrando em Literatura Portuguesa, no Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda.

No teatro desde 1992, já actuou nos grupos Twa Futuca, Makotes e Komba Meneck. Actualmente é membro do grupo Enigma e docente de Actuação, História do Teatro e Estética, no Complexo das Escolas de Artes (CEART) e também no Instituto Superior de Artes (ISART). Além disso, é igualmente o coordenador técnico do Circuito Internacional de Teatro (CIT).

Com o grupo Enigma Teatro recebeu, em 2012, o Prémio Nacional de Cultura e Artes. No mercado tem 23 obras adaptadas ao teatro, com destaque para "A Grande Questão”, "A Raiva” e "Há Mar... Há Terra”.

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