Cultura

Dramaturgia brasileira sobrevive com os audiovisuais

A pandemia fez com que os artistas brasileiros buscassem formas distintas de chegar ao público. Diante da impossibilidade do encontro entre actores e espectadores num mesmo espaço, o teatro migrou para o campo virtual.

03/01/2022  Última atualização 10H22
Actores recriaram as cenas para serem mais inclusivas © Fotografia por: DR
Por um lado, essa circunstância forçada estimulou a criatividade; por outro, levou a questionar se essas experiências deveriam ser consideradas como teatro propriamente dito. Seja como for, 2021 se encerra sinalizando esperança para o próximo ano no Brasil.
A necessidade de lidar, de maneira mais directa, com a tecnologia no período da pandemia influenciou numa proximidade entre a linguagem teatral e o audiovisual. Essa característica se manteve em algumas montagens presenciais, como "Oi Futuro”, no qual o público poderia ver, num determinado es-paço, cenas já filmadas de espectáculos, mas com o final a escolha da plateia.

Nos últimos meses, no Brasil, houve uma crescente volta das sessões presenciais, com destaque para a intensa programação do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Outra novidade foi, ainda, a reinauguração do Teatro Copacabana, um dos mais importantes palcos do Rio de Janeiro, por onde passaram profissionais internacionais como Fernanda Montenegro, Paulo Autran e Tônia Carrero e companhias, como Os Artistas Unidos, liderada por Henriette Morineau.

Depois de 27 anos fechado, o teatro reabriu com um espectáculo sobre a história do lendário hotel, "Copacabana Palace - O musical”, sob a direcção de Gustavo Wabner e Sergio Módena. Mas, a situação geral das artes no Rio de Janeiro continuou dramática, apesar dos "pequenos alívios” meses antes do final do ano.

Uma medida foi a realização do Fomento à Cultura Carioca (Foca), edital lançado pela Secretaria Municipal de Cultura do Brasil, apoiando financeiramente projectos de espectáculos inéditos. Outro realce é a iniciativa "De 5 a 10”, idealizada pela actriz Ana Beatriz Nogueira, que consistiu numa reunião de apresentações online pré-gravadas, com duração entre cinco e dez minutos, feitas para ajudar artistas em momentos de dificuldade.

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