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Doze membros da Irmandade Muçulmana condenados à morte

Um tribunal egípcio condenou nesta segunda-feira (14), à morte 12 membros do grupo radical islâmico Irmandade Muçulmana, considerada uma organização terrorista do Egipto desde o verão de 2013, avançaram hoje fontes judiciais citadas pela AFP.

14/06/2021  Última atualização 17H49
Irmandade Muçulmana condenados à morte © Fotografia por: DR

Dois dos condenados à morte são líderes no Egipto da Irmandade Muçulmana, que esteve no poder naquele país durante um breve período, mas que está actualmente quase extinta.

Apesar de confirmar a pena a estes 12 membros, o tribunal decidiu reduzir as sentenças de morte a 31 outros membros da Irmandade, acusados de participarem numa manifestação islâmica realizada no Cairo em 2013, onde centenas de pessoas foram mortas pelas forças de segurança.

Estes 31 membros do grupo islâmico viram as suas penas reduzidas para prisão perpétua, referiu um responsável do tribunal.

Os condenados à morte foram acusados de "terem armado gangues de criminosos que atacaram moradores, de resistirem à polícia e de estarem na posse de armas de fogo e munições, além de equipamentos para fabrico de bombas", refere a sentença do tribunal.

Além disso, foram também acusados de "homicídio de polícias", de "resistência às autoridades" e de "ocupação e destruição de bens públicos".

De acordo com o mesmo responsável do tribunal, as decisões judiciais de hoje já não são passíveis de recurso.

A Irmandade Muçulmana foi retirada do cenário político em 2013, após um dos seus membros - Mohamed Morsi - ter passado cerca de um ano no poder.

Apesar de ter sido o primeiro Presidente eleito democraticamente no Egipto após a revolta popular de 2011, Morsi foi deposto pelo exército, então liderado pelo marechal Abdel Fattah al-Sissi -- que, entretanto, se tornou Presidente -, na sequência de várias manifestações.

O caso, que data de 2013 e é conhecido localmente como o "caso da dispersão do protesto de Rabaa", contou inicialmente com mais de 600 arguidos.

 

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