Sociedade

Doença do sono ressurge na Banga e Quiculungo

Manuel Fontoura | Ndalatando

Jornalista

O ressurgimento da doença do sono na província do Cuanza-Norte confirma-se com a notificação, entre Junho e Julho do corrente ano, de 80 novos casos, em 3.471 pessoas rastreadas, na sequência de campanhas de prospecção activa realizadas nos municípios da Banga e Quiculungo, cerca de 145 e 140 quilómetros a Norte de Ndalatando.

02/08/2021  Última atualização 10H19
© Fotografia por: DR
Quem o diz é o supervisor provincial do Instituto de Controlo e Combate à Tripanossomíase (doença do sono), Angelino Correia, acrescentando que 57 dos infectados já recebem tratamento. 


Segundo Angelino Correia, dos 80 novos casos da doença do sono 53 foram registados no município da Banga, onde existem 149 casos suspeitos e 40 submetidos a tratamento.


O município de Quiculungo, referiu, registou 24 casos da doença do sono, 139 suspeitos e 14 em medicação. Na região foram testados 7.878 indivíduos. 


Angelino Correia explicou que, depois de uma redução considerável, entre 2010 e 2018, em 2019 surgiram cinco casos de tripanossomíase, sendo três na Banga, um no Cazengo e outro em Cambambe. 


Deu a conhecer que, de-vido à Covid-19, não se ob-servou ninguém no ano passado. O responsável solicita a aquisição de mais fármacos e meios de transporte, para o prosseguimento dos trabalhos em todas as municipalidades.
Disse que aguarda-se por dinheiro, meios de diagnóstico e de tratamento, para trabalhos nos municípios de Bolongongo e Samba-Cajú, 150 e 105 quilómetros a Norte de Ndalatando.

Centros de tratamento


O supervisor provincial do Instituto de Controlo e Combate à Tripanossomíase ga-rantiu que existem centros de combate à doença do sono em Cambambe (Dondo e Cassoalala), Cazengo, Lucala, Golungo-Alto, Quiculungo, Banga e Ambaca.
Garantiu, também, que decorrem acções de combate ao vector, a mosca tsé-tsé, tendo sido capturadas em Quiculungo e Banga 8.130, em 240 armadilhas colocadas, das mil necessárias.


Angelino Correia realçou que as estratégias de luta contra a doença do sono assentam, fundamentalmente, na prospecção e exame rápido de rotina, nas consultas externas, para que maior número de doentes seja testado.


Segundo Angelino Correia, estão previstas, para breve, campanhas de eliminação da mosca tsé-tsé, com fumigação intra e extra-domiciliar. 


O  tratamento da doença do sono, disse, faz-se em 14 dias, ao contrário do que acontecia no passado, que demorava meses.

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