Sociedade

Divina Proviência: Direcção acusa sindicato de violar acordo

João Pedro

Jornalista

A direcção do Hospital Divina Providência, em Luanda, acusou ontem a Comissão Negociadora do Sindicato local, ao declarar a segunda greve, desde segunda-feira, de violar o acordo rubricado em Março último, numa altura em que quatro dos seis pontos reivindicativos foram já cumpridos.

30/07/2021  Última atualização 11H05
© Fotografia por: DR
O director do hospital, Miranda André, garantiu, em entrevista ao Jornal de Angola, que, com excepção aos pontos 4 e 5 sobre a igualdade de salários dos funcionários por contrato interno de acordo à Função Pública e da reposição e negociação dos subsídios, as outras exigências foram cumpridas.

Em função disso, o responsável nega as afirmações da Comissão Sindical, segundo as quais tem havido  incumprimento do acordo alcançado entre as partes, há quatro meses face à materialização dos pontos de consenso, com excepção para os pontos 4 e 5, para os quais se apresentou um aumento percentual.

Miranda André referiu que a direcção do hospital demonstra boa vontade de ver resolvida as questões levantadas pelos trabalhadores, nos termos da Lei 23/91. Daí salientar "não vimos os verdadeiros e novos fundamentos apresentados pela Comissão Sindical, para justificar uma segunda greve”.

O responsável hospitalar avançou que as acções da direcção têm se pautado em esforços que visam resolver os interesses dos trabalhadores, ao primar pela valorização dos profissionais e pacientes.
Face ao incumprimento dos pontos 4 e 5, o director do Hospital Divina Providência sublinhou que a grande prioridade da direcção é de trabalhar para a manutenção dos postos de trabalho.

Miranda André acrescentou que a gestão do hospital, no seu espírito de compreender às expectativas dos seus trabalhadores, compromete-se em analisar a possibilidade de um reajuste salarial, em função da realidade financeira da instituição.

No que diz respeito ao sexto ponto de consenso, a direcção advoga que estes limites estão estabelecidos no regulamento interno da instituição e procura cumprir o referido instrumento na íntegra.

Miranda André salientou que o hospital tem a missão de servir de espaço de realização das expectativas dos trabalhadores e assistir com humanidade e amor os pacientes. Neste sentido, afirmou estar a direcção aberta ao diálogo, apesar de a Comissão Sindical não ter cumprido com o pressuposto pela Lei 23/91, de 15 de Junho (Lei da Greve).

A greve no Hospital Divina Providência teve início a 26 deste mês e está prevista para terminar no dia 6 de Agosto.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Sociedade