Sociedade

Dívida de mais de 30 milhões de dólares trava Cofre da Polícia

Lourenço Bule | Menongue

Jornalista

Uma dívida de mais de 30 milhões de dólares, contraída pela anterior direcção a certas entidades, tem estado a travar a implementação de uma série de projectos do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional (CPPPN), revelou, em Menongue, o presidente da instituição.

13/06/2021  Última atualização 05H40
Efectivos da Polícia convidados a aderir ao seguro de saúde © Fotografia por: DR
O superintendente-chefe Domingos Gerónimo, avançou que, para minimizar a situação, a actual direcção do CPPPN está a negociar a dívida com os bancos BIC, Sol e Totta, no sentido de encontrar as melhores modalidades de reembolso do referido dinheiro.


Para o responsável, enquanto não se resolver essa questão da dívida, a resolução de situações do fórum social e financeiro, com destaque para o apoio na assistência à saúde dos 130 mil associados do Cofre em todo o país, vão continuar quase que atrofiadas.


Domingos Gerónimo avançou que, apesar das dificuldades, o CPPPN está a encetar contactos com os governos provinciais para a aquisição de dois mil hectares de terras aráveis, com vista a desenvolver a agricultura e a pecuária, com recurso à tecnologia moderna.


Em resposta aos referidos pedidos, o presidente do CPPPN disse que os governos provinciais do Uíge, Malanje, Cunene, Bié e Zaire já acederam ao projecto e disponibilizaram as parcelas de terrenos para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.


Com essas acções, disse, o Cofre pretende gerar receitas que permitam ajudar a pagar a dívida e a melhorar as condições de vida dos associados, que contribuem, mensalmente, com cerca de 270 milhões de kwanzas.

O presidente do Cofre salientou que a instituição tem estado a trabalhar com outros parceiros privados para, posteriormente, gerirem os referidos projectos agro-pecuários. "Os lucros derivados desta sociedade serão repartidos equitativamente, com vista ao pagamento da dívida e ao desenvolvimento de programas em prol dos associados”.


O superintendente-chefe Domingos Gerónimo falava numa actividade em que participaram mais de 600 efectivos da Polícia Nacional, para promover as vantagens e a importância desses elementos a aderirem ao seguro de saúde, tendo em conta os riscos que existem no exercício da actividade.

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