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Distribuição de água é irregular há 15 dias

A distribuição de água potável à cidade de Cabinda e arredores está a ser feita, há mais de quinze dias, com muitas restrições, devido à falta de produtos químicos para o tratamento.

02/02/2020  Última atualização 07H41
Benjamim Cândido | Edições Novembro © Fotografia por: Tempo de fornecimento passou de 24 a seis horas por dia

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Águas, João Baptista Franque, a falta de “consumíveis”, nomeadamente sulfato de alumínio, hipoclorito e cal, que se regista na província, está a forçar a instituição a reduzir os tempos de distribuição de água potável às populações, passando de 24 horas diárias, para seis horas por dia, repartidas em três horas no período matinal e igual tempo no período da tarde.
O responsável considerou o quadro de distribuição de água potável de “extremamente critico”, pelo facto de a qualquer momento a empresa deixar de a distribuir, por não se vislumbrarem, até ao momento, sinais de reposição de produtos químicos, prevendo-se sinais de ruptura das pequenas quantidades até existentes, que têm sido utilizadas de maneira “muito racional”, no processo de tratamento da água que é captada no rio Lucola.
Segundo afirmou, a empresa precisa anualmente, para manter o níveis de distribuição de água, de 320 toneladas de sulfato de alumínio, 50 toneladas de hipoclorito e 100 toneladas de cal.
“O tempo de distribuição está a reduzir, nós deixamos de distribuir água potável à cidade de Cabinda e arredores 24 horas por dia”, sublinhou João Franque, manifestando-se preocupado pelo facto do actual critério de distribuição não abranger algumas zonas altas de alguns bairros, como as áreas da Paróquia “Rainha do Mundo” e rua de Moçambique, no topo da Cadeia Civil.

Novo sistema

O novo sistema de tratamento e distribuição de água à cidade de Cabinda e vila de Landâna (Cacongo), em construção na localidade de Sassa-Zau. a 30 quilómetros a norte de Cabinda, vai entrar em funcionamento a partir do segundo semestre deste ano, anunciou o presidente do Conselho de Administração Pública de Águas de Cabinda.
João Baptista Franque afirmou que, nesse momento, a empresa construtora da ETA de Sassa-Zau está a terminar os trabalhos de construção da conduta de transportação de água à vila de Landâna e à cidade de Cabinda.
O Ministério de Energia e Águas, acrescentou, já deu igualmente início à testagem de equipamentos, para aferir o seu estado de funcionamento e qualidade de água.
De acordo com o PCA da Empresa Pública de Águas de Cabinda, a fase seguinte será a de distribuição, seguindo-se depois a de exploração e manutenção.
João Baptista Franque exortou a população a aderir ao processo de cadastramento, para a celebração de contratos, pois, segundo alertou, quem não o fizer correrá o risco de não beneficiar de água da nova rede pública.

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