Sociedade

Discotecas e piscinas podem ser reabertas a 1 de Fevereiro

André Sibi

Jornalista

As discotecas e piscinas poderão ser reabertas a 1 de Fevereiro, no mesmo dia em que deverão ser alargados os horários das actividades comerciais e desportivas, adiantou, ontem, em Luanda, o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República.

29/01/2022  Última atualização 07H30
Comissão Multissectorial reuniu com organizações desportivas, culturais e da restauração © Fotografia por: joão gomes|edições novembro
Francisco Furtado, que falava à imprensa, no final de uma reunião entre a Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate à Pandemia da Covid-19 e responsáveis de organizações desportivas, culturais, de restauração e similares, adiantou que o Decreto Presidencial sobre as novas medidas deverá ser actualizado na segunda-feira, devendo entrar em vigor a 1 de Fevereiro.
O ministro de Estado adiantou que o Executivo vai aligeirar as medidas de prevenção e combate à Covid-19 nos sectores da Cultura, Turismo, Restauração e Desportos Federados e de Recreação.

A meta, disse, é abrir os estádios de futebol para 50 por cento da lotação total, alargar os horários para o desporto individual e colectivo, aumentar a força de trabalho para 75 por cento, actividade comercial das 7 às zero horas, além do acesso às piscinas. Prevê-se, igualmente, o alargamento da actividade de reuniões até 75 por cento, no período das oito às 18 horas, e o teatro, cinema e casinos, das 20 horas até às 5 da manhã.

Para o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, a medida vai devolver postos de trabalho, renda e bem-estar aos operadores do sector impedidos de exercer as actividades nos últimos dois anos, em alguns casos, devido à pandemia.

Filipe Zau apelou à responsabilidade dos principais operadores do sector para que não possamos ser surpreendidos pelos números de contágio da doença. Disse ser necessário criar um equilíbrio entre as medidas e o desenvolvimento da economia.

Augusto Pedro, secretário-geral da Associação dos Operadores Turísticos de Angola (A VOTTA), lamentou que o turismo tenha sido o sector mais afectado com a pandemia. Considerou que o regresso à actividade vai ajudar as empresas a sair da estagnação em que se encontravam.

Yuri Simão, da Nova Energia, considerou o passo importante. No entanto, pede moderação na cobrança de taxa e outros emolumentos do sector, dada a baixa que as empresas do sector sofreram nos últimos dois anos.

Nino Republicano, da LS Republicano, assegurou que a indústria do entretenimento pode desempenhar um papel preponderante na mobilização para a vacinação, dado o interesse das pessoas em entrar nos eventos nos quais passam a ser exigidas todas as doses de vacina completa.

Eliseu Major, da União dos Artistas e Compositores (UNAC), disse que os mais de seis mil membros poderão voltar à vida activa, pois as médias de restrição têm vindo a impedir os seus associados de desenvolver a actividade.

 O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur de Almeida e Silva, disse que o acesso aos estádios das diferentes modalidades pode ajudar o Estado a aumentar os indicadores da vacinação.

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