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Dirigentes da UNTA deixam de exercer funções políticas

Juliana Domingos| Huambo

Jornalista

Os próximos dirigentes sindicais da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos -Confederação Sindical (UNTA-CE), com responsabilidades de liderança, estarão impedidos de exercer funções políticas, de acordo com a proposta do novo estatuto orgânico aprovada, anunciou, ontem, na cidade do Huambo, Adriano dos Santos.

06/08/2021  Última atualização 07H35
Sindicalista Adriano dos Santos quando falava à imprensa no Huambo © Fotografia por: DR
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação, Cultura, Juventude e Desportos e Comunicação Social, que falava em conferência de imprensa, a intenção daquela imposição estatutária, a ser submetida ao Congresso, visa alicerçar os pilares da UNTA como "uma confederação independente e autónoma”, para permitir que  "qualquer partido que estiver no poder” encontre um  sindicato isento "de raízes partidárias.”

"Os filiados devem participar com ideias na concepção de políticas sociais e económicas para o país, onde estão todas as franjas da sociedade, pois são os trabalhadores que produzem a riqueza”, salientou. Defendeu, por isso, a necessidade de existir na UNTA-CS uma independência das discussões partidárias.

Adriano dos Santos  considerou excepcional a forma como está a ser organizado todo o processo para a realização do VI Congresso da UNTA-CS,  que vai decorrer na província de Luanda, nos dias 13 e 14 deste mês de Agosto. Acrescentou que a UNTA, fundada em 1960, está a organizar todo o processo para que o VI Congresso decorra com toda a liberdade e sentido de participação plural.

Adriano dos Santos disse que está previsto, durante o conclave, a discussão de mudanças a pensar no futuro, como é o caso do estatuto orgânico.

"A UNTA tem de ter uma visão diferente da que teve ao longo destes anos, a fim de todos os filiados se reverem na luta para melhoria das condições de trabalho e salariais”, referiu.
A mais antiga organização sindical do país, disse, vai adaptar-se aos novos tempos, procurando ter no seu seio todas as franjas da sociedade, sem as amarras das forças políticas.

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