Opinião

Direitos desiguais

Os protocolos de garantia dos direitos de pessoas com deficiência e dos idosos, ambos assinados por Angola, na terça-feira, em Addis-Abeba, pode ser que despertem consciências para uma realidade praticamente ignorada entre nós.

19/06/2020  Última atualização 08H43

Angola assumiu, assim, publicamente o compromisso de criar condições para as pessoas com deficiência e idosas deixarem de ser tratadas como “pesos mortos”, a mais na sociedade e, finalmente, sentirem-se iguais a todas as outras. 

A capital do país e a província que lhe herdou o nome são exemplos perfeitos da forma como deficientes e mais velhos são ignorados nos direitos que lhes assistem, mesmo sem compromissos assumidos por escrito. As descriminações, a vários níveis, de que são alvo uns e outros reflectem bem o novo-riquismo instalado no país dominado pela pose e egoísmo.

Os protocolos estão assinados, mas não bastam, é preciso cumpri-los, respeitar-lhes os conteúdo, o que, é bom recordar, não é tarefa fácil, tantos são os disparates arquitectónicos, crimes ambientais e o desleixo com que são tratadas as cidades, vilas, aldeias, bairros que, de tão repetidos, passaram a banalidades.

O cumprimento dos compromissos públicos assumidos, na terça-feira, na capital etíope, exige empenho de governadores provinciais, administradores municipais, distritais e comunais, entre outros responsáveis políticos, alguns deles comprovadamente culpados de uma série de anomalias que criaram, deixaram criar, mantiveram. Parte delas são atentatórias dos direitos das pessoas com deficiência e dos idosos.

 

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