Política

Director do Hospital Regional de Malanje detido por peculato

Venâncio Victor | Malanje

Jornalista

O director-geral do Hospital Regional de Malanje, Isaac Savumbi, foi quarta-feira constituído arguido e detido preventivamente, por peculato e associação criminosa.

30/07/2021  Última atualização 07H35
Responsáveis do hospital travados pelas autoridades judiciais © Fotografia por: DR
De acordo com uma nota da Procuradoria-Geral da República (PGR) a que o Jornal de Angola teve acesso, a Isaac Savumbi  foi , ontem, aplicada a medida de coacção pessoal de prisão preventiva, à luz do processo-crime  1390/19.

O responsável hospitalar é acusado dos crimes de peculato, falsificação de documentos autênticos,  associação criminosa, participação económica em negócios e tráfico de influências.

O documento acrescenta, ainda, que o director-geral do Hospital Regional de Malanje foi detido preventivamente com outros dois co-réus, designadamente, Onódio Mucuta, contabilista da unidade hospitalar, e o empresário Emílio da Silva.

Os actos de corrupção e peculato, ao nível do Hospital Regional, são recorrentes, tendo o Tribunal Provincial de Malanje condenado, em  2019, os directores geral e administrativo do Hospital Provincial Materno Infantil, Mateus Paquete e Teodoro Calandula, a penas de prisão maior de três anos e dois meses, por peculato e violação das normas de execução orçamental, encontrando-se actualmente em liberdade.

Mateus Paquete foi julgado com mais seis réus, todos funcionários do Hospital Regional de Malanje, entre os quais Teodoro Calandula. Os réus terão desfalcado o Estado em cerca de 32 milhões de kwanzas.

O Ministério Público apontou a premeditação do crime e seu cometimento, por mais de dois arguidos, como uma das circunstâncias agravantes. Quanto às atenuantes, constam a confissão do crime, a ausência de antecedentes criminais, bem como a reparação dos danos e a prestação de serviços relevantes à sociedade.

 Na altura,  de  acordo com a sentença, lida pelo juiz Guilherme Lufupa, os outros réus, Alberto António e Fernando Diamantino foram  condenados, cada um, na pena de um ano e seis meses de prisão, enquanto os réus Domingos Francisco e Quiala Timóteo apanharam a pena de um ano e três meses de prisão.

Cada um dos condenados tinha pago  a quantia de 70 mil kwanzas de taxa de justiça e 31 milhões de kwanzas  a título de devolução ao Estado, pelos prejuízos causados.

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