Política

Diplomata destaca papel do país nas resoluções da Comissão da Paz

O papel fundamental desempenhado por Angola na adopção das resoluções que criaram a Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas foi destacado, em Nova Iorque, pelo representante permanente do país junto da ONU, embaixador Francisco José da Cruz, na sede da organização.

24/06/2024  Última atualização 08H52
Francisco José da Cruz recordou a eleição do país como primeiro presidente do órgão em 2006 © Fotografia por: DR

O diplomata, que falava, sexta-feira, na Reunião de Alto Nível sobre a Revisão de 2025 da Arquitectura de Consolidação da Paz, recordou que o facto resultou na eleição do país como primeiro presidente do órgão, em 2006.

 Na reunião, que analisou a experiência da Gâmbia na consolidação e manutenção da paz, Francisco José da Cruz afirmou que Angola valoriza a diplomacia preventiva como elemento essencial para evitar conflitos e a importância da cooperação multifacetada para mobilizar apoio internacional coordenado para prevenir conflitos e consolidar a paz e o desenvolvimento.

 Segundo o embaixador, a Comissão de Consolidação da Paz (PBC) tem desempenhado um papel significativo na Gâmbia, apoiando a justiça transicional, a reforma do sector de Segurança, o Empoderamento das Mulheres e dos Jovens e a Comissão da Verdade, Reconciliação e Reparações (TRRC).

 Francisco José da Cruz apelou, por isso, à comunidade internacional a continuar a apoiar o país para preservar os ganhos arduamente conquistados na consolidação da paz desde 2017, que têm contribuído para o desenvolvimento económico, a consolidação da democracia e a estabilidade daquela nação.

Neste particular, o diploma angolano encorajou, ainda, o Governo da Gâmbia a manter-se empenhado nas reformas institucionais para melhorar a boa governação, a democracia e o respeito pelos Direitos Humanos.

 Para Francisco José da Cruz, todas as partes interessadas devem continuar a trabalhar com a Comissão de Consolidação da Paz e a apoiar a mobilização de recursos para financiar os programas essenciais à construção da paz a nível internacional.

 A Arquitectura de Consolidação da Paz da ONU visa apoiar os Governos e os povos à medida que procuram "prevenir a eclosão, a escalada, a continuação e a recorrência do conflito, abordar as causas profundas, garantir a reconciliação nacional e avançar para a recuperação, reconstrução e desenvolvimento”.

Oceanos e o Direito do Mar

Angola está comprometida em promover práticas de pesca responsáveis, que garantam a conservação das espécies marinhas e dos ecossistemas oceânicos, refere em comunicado a Missão Permanente do país junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

 O facto foi reafirmado, sexta-feira, pelo representante permanente adjunto de Angola junto da ONU, na sede da organização, embaixador Mateus Luemba, ao intervir nas consultas informais no âmbito do Processo Consultivo das Nações Unidas sobre os Oceanos e o Direito do Mar, que decorrem sob o tema "O Oceano como Fonte de Alimentos Sustentáveis”.

 Mateus Luemba, citado no documento, sublinhou que Angola reconhece a importância da gestão integrada dos recursos marinhos, envolvendo não apenas os Governos, mas também as comunidades locais, o sector privado e as organizações da sociedade civil.

 O embaixador referiu que, sendo um país costeiro, banhado pelo Oceano Atlântico, Angola compreende profundamente a importância do oceano para a economia, cultura e segurança alimentar.

 "Além disso, reconhecemos a importância da gestão integrada dos recursos marinhos, envolvendo não apenas os Governos, mas também as comunidades locais, o sector privado e as organizações da sociedade civil”, frisou, considerando imperativa a adopção de medidas concretas e urgentes para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos provenientes dos oceanos.

 Para o diplomata Mateus Luemba, a promoção da aquicultura sustentável é fundamental para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento económico das comunidades costeiras.

 O representante permanente adjunto nas Nações Unidas informou, na ocasião, que Angola está a investir em tecnologias inovadoras e práticas sustentáveis para a produção de peixes, algas e outros organismos marinhos.

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