Política

Dinho Chingunji aposta na juventude e no combate à seca no Sul do país

João Luhaco | Moçâmedes

Jornalista

O presidente do P-Njango, Dinho Chingunji, disse, ontem, em Moçâmedes, província do Namibe, que, caso vença as Eleições Gerais de 24 de Agosto, vai apostar na juventude, por ser a franja maioritária da sociedade angolana e que está “bem preparada para conduzir, com eficiência, os destinos do pais”.

07/08/2022  Última atualização 06H20
Candidato Dinho Chingunji agradeceu o apoio na recepção à chegada na província do Namibe, onde valorizou os jovens © Fotografia por: Jeovani Cola | Edições Novembro

Dinho Chingunji presidiu um acto de massas dirigido a centenas de jovens de fronte à sede do secretariado provincial do partido, inaugurada, ontem. Iniciou o seu discurso a agradecer a calorosa recepção que mereceu da parte da população de Moçâmedes, em particular da juventude, depois de ter passado pela vizinha cidade do Lubango, onde, por questões de saúde, não concluiu a jornada eleitoral.

O presidente do P-NJANGO  considerou que a recepção que teve em Moçâmedes serviu como uma energia "necessária "  para continuar a fazer o trabalho de transformação da sociedade angolana.

Dinho Chingunji disse que tem uma afinidade com o povo do Namibe , pelo facto dos seus avós terem ficado cativos nesta terra durante a luta pela Independência Nacional. "Eu sou um político da nova geração que veio dar credibilidade e confiança aos "homens” da política em Angola”, frisou.

Acrescentou: "Quando nós escolhemos a carreira política é para servir o povo, é a única razão que nos levou a entrar na política. Ninguém pode entrar na política para se beneficiar daquilo que é o erário”, disse. O candidato Dinho Chingunji afirmou que a sua formação partidária vai entrar no Parlamento para defender os interesses de todos os angolanos.

Explicou que criaram o DJANGO porque na realidade africana é o lugar onde se resolvem os problemas da comunidade.  O líder do partidário direccionou, permanentemente, o discurso para a juventude, justificando que essa franja da sociedade angolana determinou que o P-NJANGO fosse criado, tendo como opção a vitória no pleito de 24 de Agosto.

"Estamos aqui porque a juventude disse que o DJANGO é a opção para Agosto. Estamos aqui porque a juventude rejeita ser conotada como a camada preguiçosa e de vândalos. A verdade é que a juventude está aqui neste acto, abandonou os seus a fazeres  porque acredita que hoje temos uma voz que dignifica a sua classe e que vai dizer a Angola e ao mundo que nós temos força, talento e vamos transformar o nosso país”, enfatizou.

O político garantiu direccionar apoio à produção agrícola e nos  sistemas de transporte dos produtos do campo para os grandes centros urbanos, e não só, a fim de se combater à fome e à miséria. 

 

  Plano de emergência de combate à Malária

Ana Paulo

 

O primeiro vice-presidente do Partido Nacionalista para a Justiça em Angola (P-NJANGO), António Barros, afirmou, em Luanda, que, se vencerem as Eleições Gerais deste ano, vão implementar, no sector da Saúde, um programa de emergência de combate à Malária. 

António Barros, que apresentou, na quinta-feira, o programa de governo do partido P-NJANGO , numa das unidades hoteleiras de Luanda, disse que os quatros principais eixos são a agricultura e alimentação, educação com qualidade, saúde e habitação. Destes, destacou ser prioritário a área da saúde, com realce para a erradicação da malária,  por registar,  nos últimos anos, maior índice de casos no país.

O P-NJANGO garante que, para eliminar a doença, apostar fortemente na área de  saneamento básico, criação de novos centros de recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos, criação de uma rede nacional de educadores sanitários, entre outras.

 Para António Barros, é necessário apostar no saneamento básico, combatendo os elementos que causam a malária, como o lixo e as águas estagnadas. "As águas paradas fazem mal e provocam doenças, daí a importância do nosso partido investir na saúde pública”, referiu.

Em relação à criação de uma rede nacional de educadores sanitários, um dos elementos fulcrais para o combate à malária, disse que os integrantes da mesma  vão passar a sensibilizar os cidadãos porta aporta sobre os cuidados a ter com o manuseamento dos resíduos sólidos, dos alimentos, tratamento de água para se evitar doenças tropicais.

No que toca ao sistema de recolha de lixo, António Barros garantiu que cada cidadão receberá um valor monetário de incentivo por recolher  o próprio lixo.”O lixo é um inimigo do homem, e é visível a quantidade que encontramos nas ruas, com moscas que transportam bactérias e pousam nos alimentos, o que origina, também, a febre tifóide”, realçou. 

 

Agricultura e Alimentação

O sector da Agricultura é, também, um dos principais eixos destacados pelo P-NJANGO. Este foco,  compõe quatros pontos, nomeadamente a criação de uma rede nacional de distribuição, melhorias no acesso ao campo e instalação de  pequenas hidroléctricas em áreas de produção.

Segundo avançou o primeiro vice-presidente do P-NJANGO, o que se pretende é reformar a lei de terra facilitando à agricultura familiar e mecanizada. Assim, no que toca à criação da rede nacional de distribuição, o P-NJANGO pretende implementar pontos logísticos nos campos, isto é, os empresários terão a oportunidade de ir aos campos buscar os produtos e escoá-los com facilidade para os vários mercados do centro da cidade de cada região.

António Barros adiantou que o acesso ao campo é, também, uma das ambições, já que para o primeiro vice-presidente, nesta área os problemas são vastos. "Vamos investir nessa área, instalando pequenas hidroeléctricas que facilitarão a vida dos agricultores ", frisou.

 

Educação com qualidade

No eixo da educação com qualidade, o P-NJANGO destaca a melhoria na formação profissional, em função das necessidades de cada cidadão, investir no ensino superior técnico-profissional, explorar o potencial do capital humano e garantir incondicionalmente o ensino básico fundamental para todos.

No que toca ao investimento no ensino superior técnico-profissional, o P-NJANGO promote investir fundos suficientes no sentido de criar emprego directo aos formandos.

"Queremos mudar o nosso país, tudo passa por investirmos em mais quadros  do sector  técnico profissional”, realçou, acrescentando que o sector da Habitação será uma prioridade dos 11 eixos do programa do P-NJANGO”, concluiu.

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