Sociedade

Diagnóstico de crianças autistas junta pais e especialistas em Luanda

Alexa Sonhi

Jornalista

A compreensão, diagnóstico e acompanhamento psicoterapêutico a crianças que sofrem de transtorno do espectro autista (TEA) é o tema do primeiro workshop sobre a matéria, que vai reunir, no próximo mês, pais, estudantes e especialistas ligados à Saúde Mental, em Luanda.

30/10/2021  Última atualização 11H45
© Fotografia por: DR
O evento, que decorrerá nos dias 6,13, 20 e 27 de Novembro, no Distrito Urbano da Ingombota, vai ser organizado pelo consultório psicológico "Oceanos” e terá como prelectora principal a psicóloga clínica Maravilha Duarte, do Hospital Psiquiátrico de Luanda.

Em entrevista ao Jornal de Angola, a psicóloga clínica definiu o transtorno do espectro de autismo como um distúrbio do neuro desenvolvimento, caracterizado por dificuldades em desenvolver relacionamentos sociais normais, apresentam algum défice no processo de comunicação e, em muitos casos, crianças com autismo apresentam, também, algum retardo mental. 

Explicou que o diagnóstico da patologia é baseado na história sobre o desenvolvimento e observação, sendo que o tratamento consiste no controlo do comportamento e, por vezes, em tratamento medicamentoso.

Maravilha Duarte avançou que, durante o workshop, vai abordar os desafios de se criar e educar uma criança com autismo, algumas características marcantes desse transtorno, intervenção comportamental ao problema e alguns princípios básicos da análise do comportamento para agir com crianças autistas.

A psicóloga vai explicar, ainda, aos pais e estudantes sobre procedimentos de intervenção que podem ser aplicados a crianças com diagnóstico de autismo, como promover a aprendizagem de comportamentos verbais e dar sugestões para promover as crianças afectadas pelo problema.

A psicóloga clínica avançou que o autismo ainda não é totalmente compreendido nem pelos cientistas nem por qualquer profissional de saúde. Por isso, disse, às vezes, não tem havido uma resposta clara e precisa sobre como proceder em relação ao problema.

Maravilha Duarte alertou que cuidar de uma criança com autismo requer um aprendizado constante e uma enorme capacidade de comemorar pequenos progressos. "Desta forma, devemos olhar para o autismo como uma habilidade diferente e não como uma deficiência", salientou a psicóloga clínica.

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