Opinião

Dia Mundial da Malária

Hoje, celebra-se, em todo o continente, o Dia Africano para a Redução da Malária, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007 e que tem como objectivos não apenas a consciencialização sobre a doença, mas também o reconhecimento do esforço global para o controlo efectivo da malária.

25/04/2022  Última atualização 07H30

É um longo caminho na medida em que a doença, segundo alguns especialistas, ganha, cada vez mais, espaço por força das alterações climáticas em todo o mundo, realidade que poderá, ainda segundo a ciência, tornar endémicas inclusive zonas outrora livres.

Mas é em África onde as atenções continuam a concentrar-se na medida em que é no continente africano, sobretudo na parte subsaariana, em que morrem anualmente milhares de pessoas.

Vale reconhecer os esforços que se fazem no continente, numa altura em que se podem enaltecer algumas conquistas que marcam definitivamente o empenho dos países africanos, das lideranças, das autoridades sanitárias, das populações e dos parceiros internacionais. 

Segundo o Site da organização continental, há um ano, "a  Comissão da União Africana (CUA) juntou-se ao resto do mundo para celebrar os sete milhões de vidas salvas e mais de mil milhões de casos de malária evitados através de redes mosquiteiras que salvam vidas, entre outras intervenções”.

Ainda dentro das conquistas, segundo a OMS, "entre 2000 e 2019, os incidentes de malária diminuíram 29 por cento e 60 por cento as mortes em África. Mais de 1,2 bilião de casos e 7,1 milhões de mortes foram evitados. Cabo Verde mantém o estatuto de zero malária  desde 2018, a Argélia foi certificada como livre de malária em 2019 e o Botswana, Etiópia, Gâmbia, Ghana, Namíbia e África do Sul atingiram os marcos de 2020 de redução de incidentes e mortes por malária em 40 por cento em comparação com 2015”.

O grande desafio em África, hoje, é fazer jus ao lema segundo o qual "Zero Malaria começa comigo”, do Inglês "Zero Malaria Starts with Me”, uma recomendação e estratégia que em toda a África nos deve lembrar que o problema da doença que mais mata ao Sul do Saara inicia com cada um de nós.  Daí a  mensagem da direcção Regional da OMS para África, relacionada com a celebração do dia de hoje, assinada pela sua directora, espelhar exactamente a outra dimensão da doença.

"A malária é, no entanto, muito mais do que as intervenções médicas e tecnológicas. A malária afecta as famílias e as comunidades, e essas comunidades precisam de ser capacitadas para desempenhar um papel activo na luta contra esta doença. Como OMS África, reconhecemos que uma abordagem de toda a sociedade exige que ouçamos e aprendamos com aqueles que são mais afectados”, escreveu Matshidiso Moeti, médica e especialista em Saúde Pública tsuanesa, que se encontra à frente da OMS África desde 2015. De facto, precisamos de engajar mais as comunidades, as famílias e as pessoas singulares para o sucesso da luta contra a malária.

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