Cultura

Dia da Cultura Nacional destaca aspirações de Neto

Manuel Albano

Jornalista

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, exaltou, esta quinta-feria (6), em Luanda, a importância das celebrações do 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional, acontecerem no espírito de unidade nacional e serem capazes de reflectir os ideais e aspirações de Agostinho Neto.

07/01/2022  Última atualização 07H45
Ministro Filipe Zau chama atenção para a ideologia e os princípios do primeiro Presidente da República e o legado para os jovens © Fotografia por: DR
A efeméride, cujo acto central acontece amanhã, às 10h00, no Arquivo Nacional de Angola (ANA), sob o lema "Identidade, Diversidade e  Cultura da Angolanidade”, começou a ser assinalado ontem, em Luanda, com uma deposição de coroa de flores no sarcófago do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, na Praia do Bispo.

Este ano, referiu, as celebrações vão estar viradas em torno do discurso feito pelo "Fundador da Nação”, em 1979, na União dos Escritores Angolanos (UEA), sobre a cultura nacional, aquando da tomada de posse dos corpos gerentes daquela instituição.

No discurso, lembrou, foi exaltado o "espírito da unidade nacional”. "Uma das suas preocupações sempre foi a necessidade de se criar um clima de harmonia no plano da unidade nacional, para a consolidação da independência”, adiantou.

O país, disse, enquanto pluricultural e linguístico deve permanecer unido no sentido político e ideológico. "As identidades culturais são diversas, mas o maior sentido de nacionalidade está na ideologia que une os povos angolanos”, reforçou.

"Angolanidade”, assegurou, deve ser o lema a seguir na construção de uma Angola cada vez mais inclusiva, independentemente das diferenças sociais e culturais. Para o ministro, o acto de deposição de uma coroa de flores no sarcófago representa uma singela homenagem a Agostinho Neto, por isso, garantiu total disponibilidade para dar seguimento aos programas traçados pelo Executivo em prol do desenvolvimento do sector cultural no país.

Filipe Zau lembrou que conheceu Agostinho Neto, em Portugal, ainda miúdo. "Agostinho Neto foi como um guia, um alento, alguém que inspirou muito os angolanos para o alcance da independência nacional e um líder de referências positivas a seguir para que a consolidação do progresso possa ser alcançado na plenitude”, destacou o ministro.

O Executivo, acrescentou, tem conseguido gradualmente materializar os ideais de Neto, em essencial na criação da estabilidade social e económica dos angolanos e na construção de uma nova Nação, que fosse cada vez mais inclusiva, próspera, democrática e de paz. 


Programa

O Gabinete de Comunicação Institucional e de Imprensa, do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, informou, em comunicado, que o Dia da Cultura Nacional constitui um marco importante na difusão da diversidade cultural do país e do sentido de endogeneidade, caracterizado pela relação entre tradição e a modernidade.

"Inibidos pelo impacto negativo da Covid-19, restringimos a edição deste ano e a programação das comemorações do Dia da Cultura Nacional a temas musicais maioritariamente instrumentais, um recital de poesia e a tradicional outorga de diplomas de mérito a artistas e funcionários, pela contribuição no desenvolvimento da cultura angolana”, destacou em comunicado.

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