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Dezenas de crianças morreram afogadas

Pelo menos 27 pessoas, na sua maioria crianças, morreram afogadas, na província do Cuando Cubango, de Janeiro a Outubro do corrente ano, segundo o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Júlio Muliata.

26/11/2019  Última atualização 13H44
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Durante o período em referência, acrescentou, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros evitou 23 casos de afogamento. Júlio Muliata, que falava à imprensa no final de uma campanha de sensibilização porta a porta, no bairro Popular, sobre as medidas de prevenção de casos de afogamento, no quadro das festividades do 38º aniversário deste órgão do Ministério do Interior, explicou que os afogamentos ocorreram nos rios Kwebe, Cubango, Cuando, Cuanavale, Cuito, Cuchi e em cacimbas, sendo as áreas mais afectadas, em termos de afogamento, os bairros João Bosco, Popular, Victória, Boa Vida e na Barragem de Cambumbe.
O responsável fez saber que a nível da província do Cuando Cubango o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros controla 9.262 cacimbas, das quais 5.900 com os requisitos necessários de segurança e 3.362 em mau estado de conservação.
Sem avançar números, o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros disse que nos últimos tempos os casos de afogamento na província do Cuando Cubango têm estado a aumentar, uma situação que está a preocupar a instituição, porque as pessoas continuam a ignorar as medidas de prevenção.
Júlio Muliata lamentou o facto de muitos cidadãos na província arrancarem ou vandalizarem as placas de proibição, que são colocadas nas áreas de risco de afogamento e ataques de jacarés.
“Esta situação tem contribuído também, negativamente, para que as mortes por afogamento na província aumentem, porque as pessoas continuam a tomar banho nos rios, em locais de proibição”, disse.
Segundo Júlio Muliata, os casos de afogamento registam-se com maior frequência durante a época de calor e nas pausas pedagógicas, período em que se verifica muitas crianças e adolescentes a frequentar rios, para tomarem banho, tendo apelado aos pais e encarregados de educação no sentido de realizarem maior controlo sobre as crianças.

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