Economia

Replicação do projecto Camela Amões poderá atrair jovens para o meio rural

A replicação de aldeias pelo território nacional, com base no conceito do projecto Camela Amões, localizada no município do Cachiungo, província do Huambo, constitui uma das alternativas para atrair investidores, empresas públicas e privadas e, sobretudo, mão-de-obra jovem no meio rural, pelo facto de ser possível congregar, num único espaço, conjunto de serviços fomentador de trabalho e emprego.

06/11/2020  Última atualização 15H40
© Fotografia por: DR
 A convicção foi manifestada, há dias, pelo empresário António Segunda Amões, à margem de um encontro mantido com o músico Yuri da Cunha, em que realçou a necessidade de "uma aposta séria e decisiva” no meio rural para se consolidar o processo de diversificação económica, sob pena de "importar tudo que se consome” e "sem geração de renda” para o país, que classificou de "rico com terras aráveis e férteis” para actividade produtiva.
"Pode parecer um vitupério. Mas, há muito, defendo a replicação do conceito da Aldeia Camela Amões em todas as províncias do país, com as respectivas adaptações, em função da realidade sócio-cultural de cada uma delas, por ser um modelo que incorpora valores económicos e sociais fiáveis, seguros e exequíveis à cadeia de produção agrícola. Tudo vem do campo. A actividade rural é suporte do desenvolvimento da sociedade. É preciso uma aposta séria e decisiva”. O empresário Segunda Amões asseverou que, no actual contexto de crise no país, agravada pela pandemia do novo coronavírus e a volatilidade do preço do petróleo, será imperioso "ideias e projectos de poucos recursos financeiros” e tendo como regra "a valorização, em todos os sectores de produção, da mão-de-obra local”, que contribuirá, apontou, para a estabilização económica e se estancar o êxodo rural.

 "Se olharmos, seriamente, para as potencialidades produtivas do meio rural e replicar-se, como modelo, o projecto Camela Amões, pelo país, é certo que teremos bons indicadores de crescimento e enfrentamos essa crise de maneira menos dolorosa. Há muitos jovens, no casco urbano e meio rural, com domínio de algumas profissões, à procura de emprego. É fundamental aproveitar essas capacidades”. Investidos mais de 200 milhões 

 O PCA do grupo empresarial ASAS, António Segunda Amões, avançou que, recentemente, uma empresa de consultoria estrangeira fez uma avaliação do que já foi investido no projecto, tendo estimado acima dos 300 milhões de dólares, mas, disse, foram 200 milhões de dólares, tendo sido erguida infra-estruturas ligadas à construção civil, agricultura, pecuária, suinocultura, piscicultura, avicultura, turismo rural, indústria de transformação, educação, saúde, evangelização e habitação.

 "Essa avaliação representa bem que podemos fazer obras grandiosas com pouco, partindo da valorização dos recursos naturais e dos jovens que vivem nos arredores da aldeia”, regozijou-se, acrescentando que "é impossível enumerar, na globalidade, as acções de um investimento de 200 milhões de dólares. O melhor é as pessoas, com particularidade as que estão à frente de projectos produtivos do Executivo, semelhantes e não só, visitarem a aldeia”. 

A expectativa, detalhou, é tornar o projecto aldeia Camela Amões, que está a ser executado desde 2014, numa de 48 mil hectares, em referência na zona Austral da SADC, alegando que, por exemplo, foram feitos vários estudos que apontam para a existência de muitas nascentes na zona e com "água da melhor qualidade” a nível do país.  "Estamos a pensar, nos próximos tempos, montar uma fábrica de água mineral. O nosso país importa muita água e nós temos conhecimento de que, na SADC, a água que se produz na África do Sul não é da boa qualidade. É um caminho para exportar água para este país. Por isso, insistimos na valorização do meio rural para o processo de diversificação da nossa economia e geração de trabalho e emprego. No campo, temos de tudo que precisamos para viver” argumentou.  

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