Sociedade

Percurso das telecomunicações levado a colóquio

Carlos Cardoso

Jornalista

Um colóquio, que reuniu especialistas das telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação social”, foi promovido, ontem, pela Angola-Telecom.

08/10/2020  Última atualização 10H25
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O evento, realizado no Centro de Imprensa Anibal de Melo, decorreu sob o lema “A Importância e os Desafios das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social para o Futuro do País”, os convidados contaram a própria experiência e conhecimento das telecomunicações no período colonial e durante os 45 anos de Angola Independente.
De acordo com o Engenheiro Lundoloca Garcia, em representação do Ministério das Telecomunicações, a história regista o ano de 1874 como o marco do início da era moderna das telecomunicações em Angola, que deu lugar à instalação dos primeiros cinquenta telefones públicos, no ano de 1875. Recordou ainda que, no ano de 1889, o pais fez a instalação do primeiro cabo submarino telegráfico.

Pinto Leite, engenheiro que lidera a empresa ITA, contou a sua experiência no domínio das telecomunicações a nível das Forças Armadas. De acordo com o especialista, as exigências das telecomunicações militares, em tempo de guerra, permitiram um aprendizado e acumulação de conhecimentos e habilidades que hoje servem o sector, sendo que muitos dos quadros que hoje engrossam o sector são provenientes das Forças Armadas.
O sector dos Correios foi, igualmente, passado em revista. Luísa Andrade, antiga PCA, lembrou que a história dos Correios em Angola conta já 220 anos. Até à data da Independência, o país era servido por 350 estações de correios. Em 1980, a Empresa de Correios Telégrafos e Telefones deu origem à criação de duas empresas: Correios de Angola e Inatel. “A partir daí, os Correios sobreviveram sozinhos, com as cartas, as encomendas e os telegramas”, rematou.

Ainda segundo Luísa Andrade, a nível da Filatelia, Angola já foi premiada internacionalmente, como um dos melhores de África, estando neste momento em curso esforços no sentido de revitalizar o clube filatélico, dada a procura que se regista por cidadãos estrangeiros.
Em declarações ao Jornal de Angola, o Engenheiro Pedro Mendes, moderador do colóquio, disse:
“Foi uma boa ocasião que o sector teve nas suas diferentes vertentes, telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação social, de falarmos sobre a nossa história. Nós só podemos perspectivar o desenvolvimento do futuro se soubermos de onde viemos, onde estamos, o que fizemos de bem e aquilo que são as nossas ambições”.

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