Economia

Sul-africanos interessados no petróleo e gás de Angola

Mário Cohen

Jornalista

O ministro sul-africano dos Recursos Minerais e Energia, Gwede Mathashe, afirmou que o seu país vai enviar, dentro de dias, uma missão a Angola, para reunir com o ministro angolano do sector dos Recursos Minerais e Petróleos, no quadro do interesse que a África do Sul tem pelo petróleo e gás.

06/09/2019  Última atualização 08H10
DR © Fotografia por: Ministro sul-africano quer Angola a fornecer petróleo ao seu país


A intenção foi manifestada pelo ministro Gwede Mathashe ao secretário de Estado para a Geologia e Minas, Jânio Correia Víctor, à margem da Conferência África Down Under, que decorre, desde quarta-feira, em Perth, Austrália, e que junta entidades mineradoras africanas e australianas.
Gwede Mathashe deve aprofundar com o ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, este assunto e “ver se Angola passa a fornecer petróleo e gás à África do Sul”, conforme ressaltou o ministro sul-africano.
Angola faz-se representar na Conferência África Down Under por uma delegação, chefiada pelo secretário de Estado para a Geo-
logia e Minas, Jânio Correia Víctor, que integra os administradores e técnicos da Endiama-EP e Sodiam-EP (Empresa de Comercialização de Diamantes de Angola).
De acordo com o programa, devem ainda estar presentes, por Angola, em termos de empresas do sector, a Endiama e a Ferrangol, principais operadoras nas áreas dos diamantes e materiais ferrosos, prevendo-se a realização de encontros com parceiros e investidores interessados em entrar no sector mineral em Angola.
O Africa Down Under (ADU) é considerado o maior evento de promoção do sector mineiro africano fora do continente. Na edição passada, Angola também forneceu informações sobre os projectos abertos a investimento e os benefícios que o novo Código Mineiro oferece a empresas que pretendam actuar no subsector dos diamantes em Angola.
Num decreto presidencial de 27 de Julho do ano passado, o Presidente João Lourenço deu conta da nova Política de Comercialização de Diamantes, que acabou com os clientes preferenciais na compra das pedras preciosas angolanas.
Nesse sentido, as empresas diamantíferas presentes em Angola vão poder passar a vender livremente até 60 por cento do total da produção, dando assim seguimento às conclusões do "diagnóstico" feito ao sector diamantífero angolano.
No documento é referido que há uma "considerável diferença entre as potencialidades do país e o impacto efectivo das indústrias diamantíferas na economia nacional", na geração de empregos e na captação de receitas fiscais.
A nova Política de Comercialização de Diamantes prevê especificamente, a "reestruturação do antigo sistema de clientes preferenciais", que tinham condições mais vantajosas na aquisição dos diamantes brutos angolanos, para "um outro mais adequado à política de comercialização".
O documento define que os diamantes oriundos da mineração artesanal, através de pequenas cooperativas, "são adquiridos exclusivamente" pela empresa pública de comercialização de diamantes Sodiam, mediante o preço do mercado e a "lista oficial de preço", a aprovar pelo Governo.
Desde a realização da conferência inaugural, em 2003, o Africa Down Under tem reunido as melhores histórias de sucesso de toda a África e continua a desmistificar a noção errada de que fazer negócios com África é “muito difícil.”
Em 2018, a conferência reuniu 72 apresentações e painéis de discussão no palco principal, delegações ministeriais e de Governos de 16 países africanos, 90 pavilhões de exposição, mais de 30 eventos paralelos durante a semana e um número recorde de reuniões de investidores, além de mais de 1 400 delegados.

 

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