Economia

Angola concebe programa espacial de conectividade

As apostas do Governo no domínio das telecomunicações perseguem o estabelecimento de um programa espacial virado para a conectividade, desenvolvimento de startups, conhecimento e inovação, declarou o ministro José Carvalho da Rocha na Angotic 2019.

20/06/2019  Última atualização 10H35
Kindala Manuel | Edições Novembro © Fotografia por: Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (segundo à direita) no primeiro dia da exposição

O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, que falava numa mesa-redonda realizada terça-feira, com a participação de representantes institucionais e empresariais de Angola e do estrangeiro, declarou que, no quadro da aposta do Governo, no fim dos próximos três anos todos os pontos do país vão estar conectados com suportes das novas tecnologias.

“Acreditamos que, nos próximos três anos, os programas vão contribuir para conectar todos os pontos do país, até porque estamos a evoluir e a prestar cada vez mais serviços das TIC à po-pulação”, frisou José Carvalho da Rocha na mesa- redonda em que participaram a ministra das Tecnologias de Informação e Comunicação e Inovação do Rwanda, Paula Ingabire, e os ex-Primeiros-Ministros de Cabo Verde e Haiti, José Maria das Neves e Laurent Lanithe.
O ministro angolano frisou o engajamento do Governo no cumprimento dessas metas, inscritas no Livro Branco das Telecomunicações, o documento que rege a evolução do sector, nos últimos dez anos, marcados pela concretização de projectos estruturantes como é a implantação de uma rede de fibra óptica de 22 mil quilómetros.
Também ocorreram progressos no domínio da transparência, com o Governo a disponibilizar o Orçamento Geral do Estado em plataforma digital, algo em que se pretende investir de forma continuada para tornar a ligação entre o Estado e os cidadãos mais acessível.
A ministra das Tecnologias de Informação e Comunicação e Inovação do Rwanda defendeu, na mesa redonda, uma melhoria das infra-estruturas das TIC no continente a todos os níveis, mas com incidência nos sectores da Saúde, Educação e Agricultura.
Paula Ingabire solicitou a Angola uma parceria nesses domínios, anunciando a assinatura, durante o certame, de um memorando de entendimento que fará com que os governos e empresas dos dois países transfiram conhecimentos e tecnologias.

Inovação no Angotic
Instituições e empresas ligadas ao sector de Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC) como o ITEL, Angola Telecom e Unitel apresentam, na 2ª Angotic, conquistas obtidas ao longo dos últimos 12 meses, em grande medi-da centradas no domínio da inovação.
A companhia de capitais públicos Angola Telecom apresenta o serviço 4G LTE, que são soluções para o tráfego de dados de Internet de quarta geração, adaptadas à rede GSM de terceira geração. O serviço já é comercializado no mercado das TIC e, numa primeira fase, está disponível para as províncias de Luanda, Cabinda, Benguela, Huíla e Huambo. A empresa também propõe um “Data Center”, que é o processamento e armazenamento de dados para empresas e o cabo submarino “Sat 3”.
A Unitel propõe a utilização de tecnologia nas áreas de Comunicação, Saúde e diferenciamento de empresas.
O Instituto Nacional de Telecomunicações (ITEL), um organismo público, apresenta uma solução que desenvolveu para o sector da Agri-
cultura, um “Sistema de Mo-nitorização de Irrigação” que vai apoiar os fazendeiros na gestão da qualidade do ar, velocidade do vento, na previsão da chuva, sol e na regulação do tempo de irrigação das sementeiras.

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