Cultura

Africanidade debatida no Brasil

O estado da literatura em África e a actual situação dos seus autores foi o principal tema de debate do segundo Encontro de Escritores Africanos e afrobrasileiros (LiterÁfrica),realizado de 23 a 26 deste mês, na cidade de São Paulo, Brasil.

31/05/2019  Última atualização 08H49
DR © Fotografia por: Autor do livro “Pensar África” participou no encontro no Brasil

O projecto, uma iniciativa do escritor angolano radicado em São Paulo João Canda, com o apoio da Prefeitura paulista, incluiu várias sessões culturais, dentre as quais o lançamento de livros, tertúlias com escritores e espectáculos musicais.
O escritor moçambicano Pedro Pereira Lopes foi o homenageado desta edição do projecto, enquanto o prémio Escritor Africano de Excelência 2019/2018 ficou com a poetisa angolana Amélia Dalomba.
Na ocasião, Pedro Pereira Lopes apresentou o novo livro de contos “A invenção do cemitério”, já antes lançado em Moçambique, com o título “O mundo que iremos gaguejar de cor”. Nesta nova versão foram incluídos dois contos inéditos. Para o editor do livro, Escobar Franelas, “A invenção do cemitério é o ápice da maturidade de Pedro Pereira Lopes, um “enfant terrible" renovador, que se inova em cada livro que lança”.
Para João Canda, promotor da iniciativa, o encontro foi uma forma de se estreitarem mais os laços entre africanos e brasileiros, por meio da perenidade, da ancestralidade, da oralidade e da escrita. Doravante, adiantou, o seu objectivo é tornar o projecto anual.
O jornalista angolano Adebayo Vunge foi um dos convidados do encontro, participou numa tertúlia e teve momentos de interacção devido ao seu último livro, “Pensar África”. “Foi muito impressionante notar a sede das pessoas em perceber o que se passa em África, seja do ponto de vista sociológico, como cultural e político”, destacou.
Entre escritores e autores africanos convidados o destaque vai para Habi Balogun (África do Sul), Ana Paula Fontainhas (Cabo Verde), Prosper Diganga (RDC), Eliseu Banori (Guiné Bissau), Sunday Inkeechi (Nigéria) e Gilbert Sèmako Kpossoubo (Benin).

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