Economia

Angola prepara a participação na maior conferência de minas

Angola participa entre os dias 4 e 7 de Fevereiro, na Cidade do Cabo, África do Sul, na  conferência de mineração do mundo, o "Indaba Mining", que este ano deve ter a participação de mais de 400 expositores.

28/01/2019  Última atualização 10H00
Paulo Mulaza | Edições Novembro © Fotografia por: Pesquisa abrange Namibe, Huíla, Cunene, Benguela e Bié

Além do ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, e outros responsáveis do sector, a representação angolana integra técnicos da Endiama, Sodiam, Ferrangol, IGEO. O “Indaba Mining” é uma conferência internacional de minas, que se realiza anualmente na África do Sul, com vista a captar investimentos para o sector dos minerais dos países do continente africano. Na última edição, o encontro reuniu cerca de seis mil delegados provenientes de todos os cantos do mundo. Para edição de 2019, o país pretende, no pavilhão e nas conferências, mostrar o novo ambiente legal e de negócios no país e procurar captar investimentos para o sector de recursos minerais sólidos.
Em 2017, Angola aproveitou a ocasião para realizar o "Angola Business Fórum" que juntou investidores, financiadores, consultores, bancos e empresários do ramo dos minerais, para ouvirem a divulgação de dados obtidos pelo país no âmbito do Plano Nacional de Geologia (Planageo).
Com objectivo de atrair a atenção de investidores e governantes sobre as oportunidades de investimento mineiro em Angola, o fórum partilhou também informação básica sobre o estágio do Planageo.
Na indústria extractiva, Angola procura investimento na extracção de ouro, cobre, ferro, manganês, granitos, fosfatos, calcários, entre outros minerais, nesta altura em que está em curso o trabalho de mapeamento do território para determinar a quantidade exacta,localização e tipo de recursos existente no subsolo angolano.
Iniciado em 2014, o Planageo, mais avançado na região Sul e Sudeste, está atribuído a um consórcio integrado pela empresa Impulso Industrial Alternativo, Instituto Geológico e Mineiro (IGM) de Espanha e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (INEG) de Portugal.
A pesquisa abrange as províncias do Namibe, Huíla, Cunene, Benguela, Huam-bo, Bié, parte do Cuando Cubango e parte do Cuanza- Sul, numa extensão territorial de quase 470 mil quilómetros. O Planageo é o plano estratégico do Executivo que prevê o levantamento de todos os recursos minerais que existem no país, quantidade, qualidade e localização.

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