Política

Centros tecnológicos formam 45 mil jovens

Alguns jovens do Centro de Formação Profissional do Cazenga demonstraram on-tem, em Luanda, ao Presidente da República, João Lourenço, a sua criatividade patente em vários trabalhos realizados na fase formativa.

13/11/2018  Última atualização 05H27
Kindala Manuel | Edições Novembro © Fotografia por: Uma das perguntas que o Presidente colocou era se os formandos estavam a aprender mesmo. A acutilância dos jovens na explicação demonstrava que de fac

O Presidente João Lourenço visitou ontem o Centro de Formação Profissional, onde chegou por volta das 9 horas. Foi recebido pelo vice-governador de Luanda para o sector Económico, Júlio Bessa, e os ministros de Estado e chefe da Casa Civil, Frederico Cardoso, e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.
À entrada do centro, era visível a presença de várias pessoas que foram ver de perto João Lourenço. A comitiva presidencial, integrada pelos ministros da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Jesus Maiato, da Administração do Território e Reforma do Estado, Adão de Almeida, da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, recebeu explicações sobre o funcionamento do centro, através de um vídeo institucional numa das salas.
O primeiro contacto de João Lourenço com os estudantes aconteceu na sala de carpintaria, onde os formandos exibiram os trabalhos práticos. João Lourenço visitou também as áreas de electricidade, canalização, frio e construção civil, onde recebeu explicações dos formadores e dos formandos sobre cada área específica.
A interacção entre João Lourenço, formandos e formadores era visível e sempre que o Presidente tivesse dúvidas, perguntava.
Uma das perguntas que o Presidente da República colocou era se os formandos estavam a aprender mesmo. A acutilância dos jovens na explicação dos seus trabalhos demonstrava o quanto estão de facto a aprender.
Uma das constatações que chamou à atenção ao Chefe de Estado foi a ausência de meninas na área de mecânica, mas os formadores e estudantes responderam em uníssono que a única estudante da área tinha faltado.
Na área de construção civil, João Lourenço viu o trabalho de testagem do material de construção civil feito por jovens e perguntou se existe ligação desta área com as faculdades de Engenharia. Os responsáveis do centro disseram não existir. O Presidente da República baixou a orientação para que haja ligação com as universidades ou faculdades de Engenharia, para que o trabalho feito nos centros profissionais tenha a validade científica e académica.
O Chefe de Estado ficou impressionado com uma marca de fogareiro feito pelos formandos do Centro Profissional do Cazenga e pediu que se registe a marca daquele fogareiro diferente dos tradicionais fogareiros a carvão. João Lourenço visitou as salas de formação de cabeleireiro, pastelaria e serralharia, entre outras que compõem o centro, que ministra 18 cursos.
À saída do centro, a caravana presidencial foi brindada com uma música por um grupo de formandos do  curso de Música.
O director do Centro Profissional do Cazenga, Manuel Mbagui, disse que a instituição forma, anualmente, mais de 1.800 técnicos e os cursos mais procurados são os de Construção Civil, Línguas e Tecnologias de Informação.
O centro é o primeiro do país e já formou mais de 25 mil profissionais.
A satisfação dos formandos era visível durante a visita do Presidente da República. Miguel Luís, um dos jovens que frequenta o curso de Frio, disse aos jornalistas que já está a ganhar dinheiro com a formação. “Já consigo instalar aparelhos de ar condicionado, bebedouros e câmaras frigoríficas. Nas centralidades, por exemplo, cobramos 10.000 a 8.000 kwanzas”, disse, visivelmente emocionado.

Visita ao Cazenga
A visita do Presidente da República aos centros de Formação Profissional do Cazenga e Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec), no distrito urbano do Rangel, marcou ontem, em Luanda, a jornada de campo do Presidente da República.
Nos dois centros, João Lourenço conversou com os docentes e formandos, assistiu a vídeos que retratam o historial dos mesmos, mas antes percorreu as instalações para se inteirar “in loco” do funcionamento e principais dificuldades.
No Centro Integrado de Formação Tecnológica do Rangel, o Chefe de Estado começou por visitar o bloco, que comporta as oficinas de máquinas e fluidos, soldadura, bate-chapa e manutenção de máquinas industriais.
João Lourenço percorreu também as áreas tecnológica de electromedicina, mecânica industrial, incluindo os laboratórios de electromecânica, energias renováveis e electricidade industrial.
Numa breve conversa com alguns formandos, enquanto percorria as instalações do Cinfotec, o Presidente João Lourenço falou da necessidade da formação, cada vez mais, de jovens angolanos nestes centros, em virtude de estarem a surgir novas empresas do sector petrolífero no país, destacando a nova refinaria que a empresa italiana ENI pretende instalar na província de Cabinda. Aos dois centros de forma-ção profissional, incluindo outros espalhados pelo país, João Lourenço pediu maior aposta, sobretudo na formação de jovens, que devem integrar as empresas a serem constituídas no quadro da melhoria do ambiente económico do país.

Vagas para formação
O ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social indicou que a actual capacidade de formação profissional instalada nos centros públicos e privados do país é de 67 mol vagas.
Jesus Maiato disse que os cerca de 45 mil formandos inscritos devem concluir o processo de formação neste mês, acrescentando que o ciclo formativo em vigor é de 9 meses, apesar de também existirem cursos de formação de curta duração.
Em declarações à impren-sa, no final da visita do Chefe de Estado à Cinfotec, o ministro disse que 98 por cento das pessoas que frequentam os centros de formação profissional são jovens.
O Cinfotec, sedeado no distrito urbano do Rangel,  foi criado em Agosto do ano passado e formou até a data um total de 223 jovens nas várias especialidades. Segun-do o director do centro, Gilberto Figueira, o calendário dos cursos para o próximo ano está já a ser elaborado e admitiu o aumento em mais de 30 por cento em relação ao ano transacto.

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