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Destruídos 793 engenhos em Mbanza Kongo

Fernando Neto | Mbanza Kongo

Jornalista

Ao todo 793 engenhos não detonados foram, esta quinta-feira, destruído, na aldeia do Tuku, 12 quilómetros da cidade de Mbanza Kongo, província do Zaire, pelo Instituto Nacional de Desminagem (INAD).

25/03/2022  Última atualização 09H26
Engenhos continuam a constituir perigo no Zaire © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro | Mbanza Kongo

O chefe do Departamento Provincial do INAD na região, David Sapalalo Ndue, explicou que entre os engenhos constam morteiros, granadas de mão, roquetes, projécteis, dilagramas, cargas explosivas secundárias e munições diversas.

"Os 793 engenhos explosivos foram destruídos com o objectivo de manter a segurança e a livre circulação de pessoas. Os engenhos foram removidos de uma área de 12.043 metros quadrados, onde está a ser erguido um edifício do MPLA”, disse.

O responsável do Departamento de Planeamento da Comissão Nacional Inter-sectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH) no Zaire, Lourenço Antunes, esclareceu que no ano passado, uma área de 46.438 metros quadrados foi limpa, fruto da remoção de 1.124 engenhos explosivos não detonados: 3.050 munições diversas, nove minas anti-pessoal e duas minas anti-tanque.

"Durante o período de guerra, as minas foram colocadas sem padrão ou informação, sobretudo nos locais de acesso à água potável e produtos alimentares”, disse Lourenço Antunes, que elogiou a atitude da população, que comunica às autoridades sempre que se depara com objectos estranhos.

O segundo comandante da II divisão de Infantaria da Região Militar Norte, brigadeiro Basílio Sambalanda, que também assistiu ao acto de destruição dos engenhos explosivos, considerou fundamental a realização de acções de sensibilização junto da população.

"A sensibilização deve ser permanente, no sentido de acautelar as populações sobre os cuidados a observar nestes momentos, porque se agirem ao contrário acabam por perigar em  vida. As acções de desminagem são importantes para que o país livrar-se de minas e ofereçer segurança à circulação de pessoas e bens”, disse.

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