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Destruídas centenas de engenhos explosivos no Cunene

Domingos Calucipa | Ondjiva

Jornalista

Pelo menos duas centenas de engenhos explosivos não detonados entre os quais minas anti-tanque e anti-pessoal, morteiros de 60, 81 e de 82 mm, granadas, projécteis de RPG-7, M21, canhão 57, bem como munições de diversos calibres, foram destruídos hoje, em Oshindungulu (Cunene) pelo Instituto Nacional de Desminagem.

03/12/2021  Última atualização 20H34
© Fotografia por: DR

De Acordo com o chefe do departamento provincial, Paulo Toukomdjele, os engenhos explosivos não detonados foram recolhidos na localidade de Sanje, Nakahambo, Nanhanga, Ekelo, Oshatotwa, Mwongowakalhenga, Nondungu-Kassala, Lukonduana e   Santa-Clara, numa extensão de 8.781.547 metros quadrados livres de mina, o que permitiu a construção de escolas, furos de água, postos médicos, estradas, plataforma logística e o reassentamento da população.

Paulo Toukondjele apontou constrangimentos como a inexistência de croquis de aéreas minadas, excessiva contaminação com metais em muitas aéreas de trabalho, a existência de répteis e insectos venenosos em alguns locais de trabalho, sítios alagados em tempo de chuva, falta de recursos financeiros e de logística e escassez de água.

Segundo o responsável durante o ano passado foram registados 47 incidentes que resultaram na morte de 18 pessoas, na sua maioria crianças, e 29 feridos. Disse que algumas pessoas foram vítimas na tentativa de abrir projécteis para retirar supostamente mercúrio.

O chefe do departamento destacou como perspectivas, fazer o levantamento técnico de todas áreas tidas como suspeitas, desminar as áreas prioritária do governo provincial, continuar a sensibilizar à população sobres o risco de minas.

Para o vice-governador para o Sector Político, Social e Económico, Apolo Ndinoulenga, a destruição dos engenhos explosivos demonstra o empenho das brigadas de desminagens que estão a trabalhar na limpeza do território para dar lugar a construção de infra-estruturas sociais e lavras.

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