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Desnutrição tem origem na pobreza

Um estudo recente do Programa Alimentar Mundial (PAM) aponta que a Guiné-Bissau é caracterizada por desnutrição crónica generalizada entre as crianças com menos de cinco anos, e mais de 30% nas regiões de Oio, Bafatá́ e Gabu.

01/12/2022  Última atualização 06H50
Crianças passam fome na capital guineense, Bissau © Fotografia por: DR

Ante este cenário, o Governo da Guiné-Bissau, em parceria com o Programa Alimentar Mundial e a União Europeia, assinalaram na passada terça-feira, 30, o Dia Nacional da Nutrição, com enfase na importância da nutrição para a saúde pública e para o desenvolvimento sustentável no país.

O nutricionista Pita Correia aponta que 69% da população guineense está abaixo do nível da pobreza, entre estes 40% não tem acesso à educação, saúde e serviços básicos, o que "leva o país a uma situação critica”.

Pita Correia, considera que o hábito de alimentação e desconhecimento da população sobre os produtos também contribuem para este quadro negativo.

"Algumas comunidades cultivam feijão, que é um alimento nutritivo, mas levam esse produto ao mercado para vender e quando o vendem compram outros produtos alimentares menos relevantes, nomeadamente produtos processados, como maionese”, exemplifica.

Estudos apontam ainda que a desnutrição no país está ligada fortemente a pobreza.

Dados do Banco Mundial, citados pelo PAM, indicam que mais de dois terços da população guineense vivem com menos de 1,9 dólar por dia e 33% vivem na extrema pobreza.

Quase 40% dos guineenses vivem com grave pobreza multidimensional, tendo pouco ou nenhum acesso à saúde, educação e serviços básicos, como água potável e eletricidade, e também alimentos nutritivos e saudáveis.

O Dia Nacional de Nutrição, instituído em 2017, foi assinalado com consultas nutricionais gratuitas nas estruturas sanitárias e acções de sensibilização sobre mudanças de hábitos alimentares.

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