Economia

Desmentido conteúdo de falso documento

A Angop noticiou ontem o que descreve como “um ataque anónimo contra o Governo angolano” lançado sexta-feira nas redes sociais com base num falso documento atribuído ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que critica severamente a actual situação económica do país.

10/02/2019  Última atualização 08H18
Cedida © Fotografia por: Directora do FMI?em Luanda, com o ministro das Finanças (esquerda) e o governador do BNA

A agência cita uma fonte oficial que, ao reagir, declara que o texto distribuído pelas redes “não é um documento do FMI e é totalmente falso”.
A mesma fonte avançou que a apreciação da equipa do FMI que está presentemente em Angola é “diametralmente oposta” à do documento que circula na Internet, antes de acrescentar: “Estamos claramente perante uma manobra de subversão. O objectivo é desacreditar a governação do país”.
De notar que o documento atribuído ao Fundo e que está a circular na Internet. não tem qualquer carimbo da organização e nem está assinado.
Uma delegação do FMI que está em Luanda, escreve a Angop, não é uma missão de avaliação, estando a trabalhar com as autoridades angolanas para preparar as bases da revisão do Orçamento Geral do Estado 2019, para ajustar a previsão das contas do Governo à tendência baixista do preço do petróleo no mercado mundial.
A delegação do FMI não vai divulgar nenhuma avaliação do estado da economia do país, traduzida nos contactos realizados e contrária à do documento forjado e disseminado virtualmente.
Na semana que hoje termina, o Jornal de Angola contactou uma fonte da Representação Residente do FMI que desmentiu informações segundo as quais a instituição financeira internacional tinha passado a propor, à luz do Programa de Financiamento Ampliado (EFF, sigla em inglês) aprovado em Dezembro a favor do Governo, medidas de resolução contra três bancos angolanos.
A fonte declarou que as informações que davam como certa a informação de que o FMI pede o encerramento dos bancos Internacional de Crédito (BIC), Económico e de Poupança e Crédito (BPC) não tem “nada a ver” com os contactos e acordos mantidos com o Governo e que “todas as condicionantes do programa estão nos documentos publicados”.

Proposto pelo Governo
Numa entrevista exclusiva a este jornal quando, em Dezembro, esteve em Luanda, a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, considerou que o Governo foi “eficiente” na negociação do EFF, ao ponto de chegar ao empréstimo mais volumoso concedido a um país da África Subsahariana.
Nessas negociações, sublinhou Christine Lagarde, a instituição financeira flexibilizou o receituário, confirmando que “não há um ‘dictat’ do FMI” nos programas que estabelece com os Governos.
“Os programas são uma parceria e são consultados com as autoridades nacionais. Tenho de dizer que foi particularmente produtivo e eficiente, no caso de Angola, porque as autoridades já tinham tudo decidido antes de terem começado as negociações”, afirmou Christine Lagarde para dizer que o programa conjunto foi negociado com base em mais decisões do Governo, do que em propostas do Fundo Monetário Internacional.

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