Sociedade

Desmantelados no Lobito três grupos de marginais

Maximiano Filipe | Benguela

Jornalista

Três grupos de marginais, considerados altamente perigosos, foram desmantelados no município do Lobito, província de Benguela, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), na sequência de micro-operações realizadas nos últimos dias.

19/01/2022  Última atualização 10H45
© Fotografia por: DR
Os grupos de marginais desmantelados praticavam acções criminais a qualquer hora do dia e da noite, em vários bairros, sobretudo na zona Alta, tendo como bens preferenciais telefones digitais, jóias, garrafas de gás butano, televisores, entre outros.

Segundo o porta-voz do SIC em Benguela, Victorino Kotingo, um dos grupos está implicado no furto de vários electrodomésticos, numa unidade hoteleira local, com o apoio de um ex- funcionário, que sabia como os efectivos da brigada de segurança agiam. 

O segundo grupo, acrescentou, praticava acções criminais na via pública, sobretudo nas imediações das comunas do Culango e Canjala, onde interpelavam os automobilistas, com recurso à arma de fogo, e saqueavam os bens da população, ao passo que o terceiro grupo, composto por quatro indivíduos, subtraía diversos acessórios de viaturas, tais como bombas injectoras, placas electrónicas, entre outros. 

Victorino Kotingo deu a conhecer que o SIC apreendeu uma arma de fogo, do tipo pistola, de marca Star, três televisores plasma, de marca Samsung, de 52 e 55 polegadas, uma motorizada de duas rodas, bem como uma viatura Hyundai, que era usada para a transportação dos bens roubados.

Hospital vandalizado por desconhecidos

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) está no encalço, desde segunda-feira, dos autores da vandalização do Hospital Municipal do Dom-be Grande, no município da Baía Farta. 

Segundo testemunhas, o Hospital Municipal do Dombe Grande foi vandalizado por mais de dez indivíduos, entre adolescentes e jovens, munidos de catanas e outros objectos contundentes, por volta das 23 horas de domingo, que arremessaram pedras e garrafas.

Como consequência de tal prática, vários bens patrimoniais ficaram danificados, como vidros, janelas, portas e outros para o tratamento dos pacientes. 

Segundo João Alexandre, responsável da referida unidade sanitária, os vândalos pretendiam continuar a brigar com um jovem, que na altura recebia tratamento médico no banco de urgência, fruto de uma contenda entre grupos rivais.

"Pelo facto de os segurança do hospital não permitirem o acesso dos mesmos, os indivíduos partiram para a vandalização, situação que só voltou à normalidade graças à pronta intervenção da Polícia", sublinhou João Alexandre, acrescentando que os marginais se puseram em fuga e que o acto de vandalização durou cerca de duas horas, tendo provocado pânico aos doentes internados e familiares dos pacientes, assim como aos médicos, enfermeiros e pessoal administrativo, que participam em sessões terapêuticas para se minimizar os danos morais.

Um professor, que reside na comuna do Dombe Grande, há mais de cinco anos, disse à imprensa que a sua residência também foi vandalizada pelo mesmo grupo de indivíduos, por volta das 22 horas. 

António João referiu que, na altura, se encontrava sentado no cadeirão, a assistir um programa televisivo e ao sentir movimentos estranhos tentou saber o que se passava, tendo sido surpreendido pelos marginais, que lançaram combustível (gasolina) e atearam fogo. 

Acrescentou que não houve vítimas mortais, mas a residência, onde vive com dois filhos, uma nora e dois netos, ficou parcialmente destruída, bem como cerca de 70 por cento dos haveres, entre electrodomésticos, utensílios de cozinha e mobiliário.

Segundo António João, o incêndio só foi neutralizado duas horas depois, com o apoio dos vizinhos.  
O administrador comunal do Dombe Grande, Edgar Baptista, lamentou o sucedido e referiu que situações do género não são característica da região.

O porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Jorge David, aconselha as comunidades, instituições públicas ou privadas a usarem extintores, para ajudar a combater casos de incêndios que possam ocorrer.

Durante o final de semana registaram-se mais dois incêndios, sendo o primeiro no interior de uma residência, no município da Catumbela, onde vários haveres foram queimados, fruto da negligência dos donos, e o segundo numa fazenda agrícola, no município do Balombo, cujos danos ainda estão por avaliar.

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