Cultura

Desfile do Carnaval 2022 está condicionado no país

Manuel Albano

Jornalista

A realização do Carnaval de Luanda, cujos desfiles estão previstos para os próximos dias 27 de Fevereiro e 1 de Março, na Nova Marginal, pode ser cancelado pelo segundo ano consecutivo, nos moldes tradicionais, devido ao aumento dos casos da Covid-19 e suas variantes pelo país.

11/01/2022  Última atualização 07H15
Grupos discutem hoje as estratégias de realização do Entrudo © Fotografia por: Edições Novembro
A realização da "festa do povo” desta edição está muito dependente da avaliação da situação epidemiológica no país, que periodicamente tem sido feita pela Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19, sobre o Decreto Presidencial do Estado de Calamidade Pública, que tem alterado pontualmente as matérias relativamente às actividades culturais e manifestações artísticas.

Ao pronunciar-se há dias, em Luanda, sobre a possibilidade da não realização do Entrudo, o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, manifestou preocupação, sobretudo por estarem dependentes do pronunciamento final da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19, que tem dado aconselhamentos sobre a matéria.

O ministro recordou que, este ano, a realização da maior manifestação cultural do país, à semelhança de 2021, está muito dependente da própria evolução da pandemia, por ser uma actividade que congrega no mesmo espaço uma aglomeração de pessoas. "É uma festa que movimenta muita gente. Há uma dicotomia em poder ter gente em massa e a Covid-19 não permite ajuntamentos”.

Apesar dos constrangimentos causados pela pandemia, disse Filipe Zau, está tudo a ser preparado para não deixar passar despercebido o Carnaval, tendo admitido a possibilidade da realização de uma live à semelhança da edição passada, realizada no Centro de Produção da Televisão Pública de Angola (TPA), em Camama.

A Associação Provincial do Carnaval de Luanda (Aprocal) vai promover hoje à tarde, no Auditório da Escola Njinga Mbande,  um encontro com os responsáveis dos grupos carnavalescos da capital do país, para colher opiniões e definir estratégias sobre a realização do Entrudo de Luanda.

António de Oliveira "Delon” disse que a ideia, caso não seja possível a realização do Carnaval de Luanda, nos moldes tradicionais ou live, é promover um encontro para não deixar cair no esquecimento a maior manifestação cultural do país. Caso seja consensual, admitiu a possibilidade da realização de uma live, à semelhança da edição passada, no Centro de Produção da Televisão Pública de Angola (TPA). "Se não pudermos realizar uma actividade de vulto, seria importante a realização de algo que simboliza a grandeza do Carnaval”.

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