Política

Desastres naturais em África controlados por alta tecnologia

A comissária para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável da União Africana, a angolana Josefa Correia Sacko, apresentou, esta terça-feira, em Adis Abeba, capital da Etiópia, o quadro de desastres naturais e o seu impacto na economia e na vida das populações do continente, uma situação genérica que vai de 1970 a 2019.

18/05/2022  Última atualização 12H10
© Fotografia por: DR

Josefa Sacko referiu que, aproximadamente, 1 milhão de pessoas morreram em consequência dos desastres naturais, com perdas económicas e aumento significativo para 8.1 mil milhões dólares norte-mericanos. De acordo com a diplomata, que avançou os dados durante a visita dos embaixadores da União Europeia na Etiópia à sala de situação do sistema africano de alerta rápido e acção para múltiplos riscos, recentemente inaugurado, disse que os desastres aumentaram de 311 para 474 ocorrências, durante o período de 2017-2018.

O Sistema de Alerta Antecipado e Acção Antecipada de Riscos Múltiplos em África (AMHEWAS) foi concebido pela União Africana para responder aos complexos desafios de risco de desastres que têm vindo a aumentar e que se espera, infelizmente, que aumentem ainda mais em frequência e magnitude. "Em 2015, os Estados, sob acompanhamento das Nações Unidas, adoptaram a estrutura de Sendai para Redução do Risco de Desastres 2015-2030. O  "Sendai Framework" visa aumentar, substancialmente, o acesso e a disponibilidade de sistemas de alerta antecipado de vários riscos para as pessoas até 2030", frisou a diplomata.

A fase piloto da AMHEWAS resultou no estabelecimento de três salas de situação continental, uma na sede da UA, Adis Abeba, outra em Nairobi, a Sala de Operação de Desastres da (IGAD), e a Sala de Consultoria Climática, (ACMAD), em Niamey ( Níger).  

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