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Desaparecido barco de pesca com sete ocupantes a bordo

Um barco de pesca está desaparecido no alto mar, desde o dia 22 de Maio, com sete pescadores a bordo, depois de ter registado uma avaria técnica no motor.

14/06/2019  Última atualização 23H48
Edições Novembro © Fotografia por: Avaria no motor origina desaparecimento de barco de pesca há mais de três semanas

O comandante da embarcação, Abílio Lopes, disse ao Jornal de Angola que, no dia 13 do mês passado, uma avaria grave forçou o lançamento da âncora, que, em pouco tempo, rebentou o cabo.
Perante a situação, os pescadores transformaram uma lona em forma de vela, no sentido de resistir à forte ventania.
Nove dias depois, surgiu uma lancha de madeira cujos ocupantes se prontificaram a rebocar o barco com o número 626 até à Ponta do Padrão, no Soyo, mas não foi possível acostar em função da exiguidade da lancha. Para evitar o pior nos dois barcos, o rebocador deixou a sua âncora e levou o comandante e mais um pescador para terra, no sentido destes pedirem apoio às autoridades.
“Antes de termos deixado o alto mar a bordo da lancha, o cabo oferecido também tinha rebentado”, conta.
Já em terra, Abílio Lopes, comandante há mais de 20 anos, disse que informou o gerente do barco, que se encontrava na capital do país, e este, por sua vez, deu a conhecer a Capitania do Porto de Luanda.
Já o gerente do barco, Benjamim Tiago, explicou que a Capitania do Porto de Luanda deu garantias que, no mesmo momento, devia contactar a congénere do Soyo, para resgatar o barco com capacidade de cinco toneladas.
Benjamim Tiago explicou que se deslocou ao Soyo para, em companhia do comandante e de outro pescador, pedir apoio às autoridades locais.
“Nem combustível conseguimos comprar nas bombas. Conseguimos cinco litros numa viatura que acabava de se abastecer, porque havia muita dificuldade em obter o produto”, disse o gerente. Ainda assim, acrescentou, “o gasóleo não serviu para nada”.
“O barco estava avariado a 20 milhas da terra e se tivéssemos apoio no dia em que fomos à Capitania, certamente encontraríamos os pescadores, porque um barco avariado só é arrastado até a uma distância de, no máximo, cinco milhas, por dia”, acrescenta.
O comandante do barnaval conta ainda que no Soyo, o responsável de busca da Capitania informou que não tinha orientações para recuperar o barco 626, perdido no mar com cerca de 500 quilogramas de peixe atum.
Na segunda-feira, 10 de Junho, o gerente Benjamim Tiago foi informado pela Capitania de Luanda que não fora possível recuperar o barco por falta de condições, orientando que procurassem meios próprios para resgatar o meio.
O comandante Abílio Lopes foi categórico: “eles não foram ao mar. Se fossem, eu, o comandante, tinha de dar a localização exacta”.
A Capitania do Porto de Luanda e o gabinete de comunicação Polícia Fiscal prometeram prestar esclarecimentos sobre o barco desaparecido.

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