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Deputados aprovam moção para dissolução do Parlamento

Os deputados israelitas aprovaram, esta terça-feira, a primeira moção com vista à dissolução do Parlamento, abrindo caminho para, após três votações, o país poder realizar as quintas legislativas em três anos.

23/06/2022  Última atualização 08H15
© Fotografia por: DR

A moção de ontem foi o primeiro passo daquela série de votações a realizar antes da dissolução do Parlamento e ocorreu dois dias depois de o Primeiro-Ministro de Israel, Naftali Bennett, ter anunciado o fim da coligação no poder.

A aliança governamental, constituída por oito partidos, está no poder desde 2021, e integra partidos comprometidos com uma solução de dois Estados em relação aos palestinianos, mas também ultranacionalistas que se opõem a um Estado da Palestina e o primeiro partido árabe a apoiar um Governo israelita.

A coligação - que derrubou o líder da direita israelita Benjamin Netanyahu após 12 anos no poder - foi afectada por lutas internas e deserções durante os últimos meses.

As propostas para dissolver o Parlamento foram aprovadas pela maioria dos 120 membros do Knesset (Parlamento israelita), mas ainda é necessária a votação final - em pelo menos uma das moções - para a dissolução formal e que pode ocorrer eventualmente na próxima semana.

Assim que a moção for aprovada, Bennett deixa o cargo entregando o poder ao aliado de coligação, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Yair Lapid, até novas eleições, que podem vir a ser agendadas para Outubro.

Bennett e Lapid formaram a aliança em oposição a Netanyahu, após quatro eleições inconclusivas.

Até ao ano passado, o Knesset encontrava-se dividido entre os deputados que apoiavam o Governo liderado por Netanyahu e aqueles que se recusaram a unir forças com o líder do Likud devido às acusações de corrupção.

Netanyahu começou a ser julgado em Maio de 2020 por "suborno”, "fraude” e "abuso de confiança” em três casos de corrupção, acusações que rejeita e que atribui "à perseguição política”.

Sondagens publicadas na terça-feira indicam que o partido Likud de Netanyahu vai continuar a ser o mais votado, mas que continua em aberto a possibilidade de criação de uma nova coligação contra o antigo Chefe de Governo.

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